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Geraldo Alckmin é denunciado pelo MP por corrupção e lavagem de dinheiro

Publicado em 23/07/2020, às 10h12
The News/Folhapress -

UOL

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou por meio de sua força-tarefa o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin à Justiça eleitoral.

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De acordo com informações confirmadas pelo UOL, o tucano foi denunciado por ser suspeito de crimes de falsidade ideológica eleitoral, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O UOL procurou a defesa de Alckmin, mas ainda não obteve resposta.

Segundo o MP estadual, Alckmin recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht na campanha eleitoral de 2010 e outros R$ 9 milhões quando disputou o pleito em 2014.

O ex-governador foi indiciado na semana passada pela Polícia Federal por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois eleitoral. Ele afirmou não ter sido ouvido durante o processo, mas se comprometeu a "prestar contas" à Justiça.

O indiciamento de Alckmin também gera impasse dentro do PSDB. O ex-governador estava prestes a ser anunciado como coordenador do plano de governo da candidatura à reeleição do prefeito Bruno Covas (PSDB).

Em entrevista coletiva concedida nesta semana, o atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que não vê qualquer dano à campanha de Covas.

Por meio de nota, Marco Vinholi, presidente estadual do PSDB-SP, afirmou que o partido "reitera sua confiança na idoneidade do ex-governador Geraldo Alckmin".

"Em seus mais de 40 anos de vida pública, Alckmin manteve uma postura de retidão e respeito à lei sem jamais abrir mão dos princípios éticos e de seu compromisso em servir ao setor público e ao cidadão", disse.

Ainda segundo Vinholi, o PSDB-SP acredita "na Justiça e temos convicção de que, ao final do processo, os fatos serão devidamente esclarecidos".

Serra investigado

Outro nome forte do PSDB, o senador José Serra foi alvo de uma operação da Polícia Federal no início da semana por suspeita de caixa 2 na campanha eleitoral ao Senado em 2014.

Serra é suspeito de integrar um esquema de doações via caixa 2 que teria irrigado sua campanha com R$ 7 milhões em 2014. O fundador da Qualicorp, José Seripieri Filho, seria o administrador dos recursos e foi detido na operação.

A investigação apura se houve contrapartida do senador. A Justiça Eleitoral de São Paulo também determinou o bloqueio das contas dos investigados. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão.

Entre os endereços, estava o gabinete de Serra em Brasília, mas o acesso da Polícia Federal ao local foi proibido. A ordem partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sob a alegação que a investigação não contava com elementos da atuação parlamentar de Serra.

Na sequência, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffloli, suspendeu a decisão da Justiça Eleitoral com base neste argumento.

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