Uma mulher de 33 anos foi eletrocutada por um cabo de alta tensão em Pinheiros, São Paulo, enquanto se dirigia ao trabalho, resultando em sua internação em estado grave na UTI após parada cardiorrespiratória.
O advogado da vítima destacou a insatisfação com a manutenção dos serviços da concessionária Enel, que é responsabilizada pelo acidente, e mencionou que falhas na infraestrutura elétrica têm sido recorrentes na região.
A Enel lamentou o ocorrido e está em contato com a família, enquanto aguarda os resultados da perícia para esclarecer as circunstâncias do acidente, e a família espera a conclusão do inquérito policial para responsabilizar os envolvidos.
Uma mulher de 33 anos foi eletrocutada por um cabo de alta tensão na rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O acidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (30), quando Letícia Caroline dos Santos, 33, se dirigia ao trabalho.
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Em razão da descarga elétrica, Letícia sofreu parada cardiorrespiratória, foi reanimada por equipe médica e encaminhada pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) ao Hospital das Clínicas.
A vítima permanece internada na UTI em estado grave, segundo o advogado da família, Márcio Santos da Silva.
"Ela foi uma vítima, foi o acaso, mas a insatisfação com a prestação de serviço desta concessionária é constante, notória. Há uma falha na manutenção do serviço elétrico que ocasionou o que aconteceu lá e tem ocorrido em vários lugares. Foi uma fatalidade o cabo ter escapado e atingido ela, mas tem uma responsabilidade da concessionária", disse ele.
Na sexta, um representante da Enel compareceu ao hospital para obter informações sobre o estado de saúde da mulher. A empresa é a responsável pela concessão na capital paulista.
Em nota, a companhia lamentou o acidente. A empresa disse que acompanha o estado de saúde da mulher e mantém contato com a família para oferecer o apoio necessário. Também afirmou que aguarda o resultado da perícia para esclarecer as circunstâncias do caso e que equipes realizaram reparos no local.
A família aguarda a conclusão do inquérito policial, que vai apurar a causa do rompimento do cabo.
"Já estão delineados o dano, de gravidade extrema, e o nexo causal entre o evento e as lesões sofridas. Resta identificar a conduta que originou o rompimento, a fim de apurar a culpa e responsabilizar todos os envolvidos, sejam a concessionária, empresas terceirizadas ou eventuais outros agentes", diz trecho da nota enviada pelo advogado à reportagem.
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