CSA: após carta de desistência de Rafael Tenório, veja como fica a situação do clube

Publicado em 30/10/2026, às 18h19
Rafael Tenório, aclamado presidente na última terça (27), voltou atrás e decidiu não seguir à frente do CSA - Augusto Oliveira / CSA
Rafael Tenório, aclamado presidente na última terça (27), voltou atrás e decidiu não seguir à frente do CSA - Augusto Oliveira / CSA

Por Gabriel Amorim

O torcedor do CSA foi pego de surpresa nesta sexta-feira (30). Em carta aberta, Rafael Tenório, aclamado presidente na última terça-feira (27), voltou atrás e decidiu não seguir à frente do clube.

A autenticidade da carta (leia mais abaixo) foi confirmada ao TNH1 pelo presidente da comissão eleitoral do CSA, Alberto Luiz. Segundo ele, a chapa aclamada será mantida, com a inclusão de apenas um novo membro, cujo nome ainda não está definido.

A chapa, inicialmente encabeçada por Rafael Tenório, tem Cristiano Mendonça como vice-presidente executivo; Hugo Leahy, como superintendente administrativo; e Luciano Lessa, como superintendente de esportes.

Essa foi a única chapa inscrita até o encerramento do prazo, no dia 22 deste mês. Com isso, em reunião com conselheiros na terça-feira (27), Rafael Tenório havia sido aclamado presidente do clube.

A reportagem tentou contato com Rafael Tenório, mas ele não atendeu às ligações. O espaço segue aberto.

A CARTA DE RAFAEL TENÓRIO

Na carta, Rafael Tenório afirma que desejava retornar à presidência, mas que assumir o clube neste momento não seria prudente. Ele conta que conversou com as advogadas e os filhos antes de tomar a decisão.

O ex-presidente também anunciou que pretende liderar a formação de um Conselho de Patrocinadores Masters, para reunir empresários e parceiros para ajudar financeiramente o clube.

Leia na íntegra:

“Querer voltar, eu queria. Quem me conhece sabe o que o CSA representa na minha vida. Quando fui chamado, a paixão falou mais alto. Aceitei, fui aclamado, dei entrevista e falei dos planos que tinha para o clube. Vi a alegria de muitos torcedores e senti a mesma emoção. Por isso, devo a vocês uma explicação com a mesma clareza com que anunciei meu retorno.

Assumir a presidência do CSA não é só um gesto de amor. É assumir responsabilidades, e hoje eu respondo também por uma estrutura empresarial de grande porte, num momento delicado de governança e sucessão. Minhas advogadas foram claras: neste momento, assumir o clube não seria prudente.

Depois conversei com meus filhos. Eles me pediram que pensasse nas empresas, nas famílias que dependem delas, e que não tomasse uma decisão movido apenas pela emoção. Ouvi, refleti e entendi que eles têm razão. Não é falta de amor pelo CSA. É reconhecer que a vontade de ajudar não apaga as consequências de assumir o comando.

Por isso, retiro meu nome da presidência.

Sei que essa decisão vai frustrar muita gente que comemorou minha volta, e peço desculpas pela expectativa criada. Mas não estou me afastando do CSA. Vou ajudar de outra forma, mais concreta e mais adequada ao meu momento.

Quero liderar a formação de um Conselho de Patrocinadores Masters, reunindo empresários e parceiros comprometidos com o clube. A ideia é garantir apoio financeiro sólido e permanente ao CSA, com transparência, para que o clube tenha estabilidade independentemente de quem esteja na presidência. Serei o primeiro a assumir esse compromisso e buscar uma forma de contribuir.

Desejo que a transição aconteça com organização e que o CSA siga unido. Este é o momento de olhar para frente, e não de nos dividirmos.

A paixão continua a mesma. O caminho é que mudou. Seguirei ao lado do CSA, como sempre estive.

Com o carinho e o respeito de sempre,

Rafael Tenório

RAFAEL TENÓRIO NO CSA

Rafael Tenório esteve à frente do CSA entre 2015 e 2021, período em que o clube conquistou três acessos consecutivos e chegou à Série A. Já a segunda passagem começou em 2023, mas terminou em março de 2024, quando ele renunciou ao cargo em meio a resultados negativos e críticas à gestão.

No lugar dele, assumiu a então vice-presidente Mirian Monte, que colocou Lessa à frente do futebol. Ele retorna ao clube pouco mais de um ano após também ter renunciado ao cargo.

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