☰
✕

Gostaria que eu não precisasse fazer isso, diz Bolsonaro sobre liberar FGTS

Publicado em 21/07/2019, às 11h04
Agencia Brasil -

Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (20) que preferia não precisar liberar recursos de contas do FGTS, mas que tem que adotar a medida para estimular a economia no curto prazo.

LEIA TAMBÉM

"Nós estamos no sufoco. Você não tem alternativa, cara. Você está morrendo afogado. Aqui... Um canudinho de dez centímetros para você respirar. É uma verdade. Eu gostaria que eu não precisasse fazer isso aí. Nós estamos no sufoco. Nós queremos evitar que o governo pare dado o Orçamento nosso completamente comprometido", afirmou Bolsonaro.

A medida tem gerado críticas por gerar efeito de curto prazo, sem resolver os gargalos da economia para que o país volte a crescer de forma sustentável. O presidente ainda não decidiu quais serão as mudanças nas regras de saque de recursos do FGTS e deve se reunir neste domingo (21) para tratar do assunto.

Ele declarou que o governo quer avaliar as alternativas e preservar recursos para o setor habitacional. "Não queremos ser irresponsáveis". A decisão, segundo o presidente, passará pela equipe econômica. O presidente reforçou que é o ministro Paulo Guedes (Economia) quem entende de assuntos econômicos.

Apesar de ter criticado a multa de 40% em caso de demissão sem justa causa, Bolsonaro garantiu que não vai acabar com essa medida. Mas defendeu que empregado e patrão tenham os mesmos direitos.

"O empregado e o patrão têm que ser uma coisa só, porque o patrão faturando mais ele vai vender mais e tem condição de dar um 14° salário, dar um benefício para seu empregado." Para ele, a multa em caso de demissão sem justa causa desestimulou contratações.

Questionado sobre medidas para estimular a economia, o presidente está estudando lançar um programa chamado Minha Primeira Empresa.  O plano seria para que quem atualmente é empregado possa usar recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para abrir um negócio e contratar funcionários. 

Ele não deu mais detalhes nem prazo para lançar a medida. Em entrevista a jornalistas ao sair do Palácio da Alvorada, ele também confirmou que está em avaliação um corte de R$ 2,5 bilhões no Orçamento, a ser anunciado na próxima semana. "Em vez de cortar em seis ou sete ou oito ministérios, e todo mundo morrer praticamente, corta de um só. Vamos matar um ministério só", afirmou.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Comissão aprova proposta que tipifica lesbocídio no Código Penal Após se declarar presidente eleito, Flávio faz nova carta e se diz líder do Brasil Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano para deixar a Argentina em jatinho após atravessar fronteira pelo Paraná Avião com Flávio Bolsonaro e família segue para Miami