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Governadora eleita nos EUA defende que Christa Pike seja executada em cadeira elétrica

Publicado em 05/11/2026, às 23h38
- Reprodução/Tennessee

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Christa Pike, condenada à morte que sobreviveu a duas aplicações de injeção letal no fim de setembro pode acabar na cadeira elétrica, após a posse de uma nova governadora de linha-dura. Ferrenha defensora da pena capital, a republicana Marsha Blackburn foi eleita na terça-feira (3/11) governadora do Tennessee (EUA).

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Marsha, que derrotou a democrata Jerri Green — opositora da pena capital — e se tornou a primeira governadora do Tennessee, exige o retorno imediato ao uso da cadeira elétrica.

Indignada com a sobrevivência de Christa, Blackburn afirmou:

"Esta situação é trágica. Christa Pike deveria ter sido executada há muito tempo. Agora, esse processo fracassado prolonga o sofrimento da família de Colleen Slemmer."

A governadora eleita exigiu uma investigação completa sobre o fracasso para executar Christa e insistiu que as autoridades "tragam de volta a cadeira elétrica e façam justiça rapidamente".

A republicana também reforçou seu posicionamento à agência Associated Press, insistindo que a tragédia "não deveria servir de motivo para interromper a aplicação da pena de morte".

Christa, de 50 anos, foi condenada à morte após torturar e assassinar brutalmente Colleen Slemmer, de 19 anos, em um episódio de extrema violência ocorrido em uma área de mata próxima ao campus da Universidade do Tennessee, em 1995 — época em que a assassina tinha 18 anos.

O procedimento fracassado com sedativo letal pentobarbital se transformou em caos. A equipe de execução passou minutos angustiantes tentando encontrar uma veia. Testemunhas relataram que a mulher, de 50 anos, ficou roncando alto e ofegante na maca, levando os guardas — em meio ao pânico — a acionar uma equipe médica para levá-la às pressas à unidade de terapia intensiva fora da penitenciária de Riverbend.

Christa passou dias inconsciente, ligada a um respirador, enquanto seus advogados temiam que ela tivesse sofrido morte cerebral. Contudo, ela acordou "milagrosamente" e voltou a falar no dia 6 de outubro.

Seus advogados revelaram que o pesadelo da execução resultou em braços gravemente feridos, pneumonia, um coágulo sanguíneo e dificuldades de mobilidade.
Quebrando o silêncio por meio de sua equipe jurídica, semanas após sobreviver à câmara da morte, Pike declarou:

"Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor."
Ela acrescentou que seus membros e sua garganta continuam causando uma dor agonizante, e que ela mal consegue falar.

Documentos judiciais, revelados inicialmente pela revista "People", mostram que a defesa de Pike havia soado o alarme nove meses antes, alertando que ela provavelmente sofria de um tipo raro de câncer no sangue, conhecido como distúrbio mieloproliferativo. Os advogados da condenada haviam advertido que a condição causava níveis extremamente elevados de plaquetas e comprometia as veias, expondo-a a um risco grave de edema pulmonar — uma situação em que a pessoa, essencialmente, afoga-se nos próprios fluidos pulmonares — caso agulhas fossem inseridas à força em seus braços.

Christa chegou a sugerir ser executada por enforcamento, mas o método foi abolido no Tennessee.

May Martinez, a mãe de Colleen Slemmer, a vítima de Christa em homicídio ocorrido em 1995, afirmou que não acredita que o Estado volte a tentar aplicar a pena capital no caso.

Carrie Ross, que ajudou a criar Christa e a "ama como a uma filha", disse que o fato de a sobrinha ter sobrevivido a duas tentativas de aplicação da pena capital foi "obra divina" e que por isso a vida dela deveria ser poupada porque o "Todo-Poderoso claramente não apoia sua execução".

O crime

Christa, aos 18 anos, e o seu então namorado, Tadaryl Shipp, com a ajuda de uma amiga, Shadolla Peterson, espancaram e torturaram até a morte Colleen, de 19 anos.

O casal de namorados havia levado um pedaço do crânio de Colleen, uma migrante da Flórida que tentava a vida no Tennessee, como "lembrança" do crime brutal.

Christa temia que Colleen estivesse tentando "roubar o seu namorado", o que a levou a orquestrar o crime contra a "rival amorosa", disse a Promotoria. Tadaryl teria concordado em participar para mostrar a sua fidelidade.

Os advogados de Christa solicitaram à Suprema Corte a suspensão da execução, citando o sofrimento dela com transtorno de estresse pós-traumático e o possível "sofrimento mental severo e terror psicológico adicional" decorrentes de ser amarrada a uma maca para receber a injeção letal. O apelo não foi aceito.

Tadaryl recebeu sentença de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. No entanto, ele foi condenado posteriormente em 2004 por tentar estrangular outro detento durante uma briga na prisão, o que acrescentou 25 anos à sua pena. Na prisão, ele se converteu ao islamismo.

Shadolla, a outra comparsa, recebeu liberdade condicional após se tornar informante no caso do Estado contra Christa e Tadaryl.

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