Governo espera arrecadar até R$ 4 bi com privatização de loteria instantânea

Publicado em 22/10/2015, às 23h03
-

Redação


Para reforçar os cofres, o governo prepara uma megalicitação para passar à iniciativa privada toda a operação de loterias instantâneas, as raspadinhas, atribuição exclusiva da Caixa hoje. A estimativa inicial de arrecadação era R$ 15 bilhões. Agora, segundo dados do governo, a privatização das raspadinhas pode engordar os cofres públicos entre R$ 2,2 bilhões e R$ 4 bilhões ainda em 2015. A exploração anual dos jogos deve gerar aproximadamente R$ 1 bilhão para a União. A quantia não resolve, mas ajuda o governo na difícil tarefa de encontrar novos recursos para diminuir as megadeficitárias contas públicas.


A mesma medida provisória que autorizou o Banco do Brasil e a Caixa a comprarem participações em outros bancos, diretamente ou por meio de subsidiárias, também abriu caminho para a Caixa criar uma nova empresa para explorar as raspadinhas, modalidade de jogo em que o resultado é imediato. A MP, enviada recentemente ao Congresso, permite que a Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex) explore datas comemorativas, além de marcas, emblemas, hinos e todos os elementos de clubes de futebol.


Com a publicação da MP, começaram rumores no mercado financeiro de que a iniciativa tinha como objetivo salvar alguns bancos de menor porte que estariam prestes a quebrar. A cada dia, uma instituição pequena estava nas conversas entre operadores como a bola da vez. Nenhuma até hoje foi confirmada.


Uma fonte da equipe econômica negou que haja qualquer problema de saúde financeira no setor bancário brasileiro, seja a instituição de que porte for. "Depois do sufoco que foi no caso do Panamericano, não vai acontecer isso novamente", garantiu. A Caixa adquiriu parte do banco do Grupo Silvio Santos, que estava sendo investigado por fraudes financeiras. O negócio foi de R$ 740 milhões e acabou passando pela fiscalização do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União (TCU).


Segundo essa fonte, a volta da lei que libera os bancos oficiais a adquirirem outras empresas tem relação com a possibilidade de abrir capital do IRB, da área de seguros da Caixa e de outros negócios não financeiros, que, mesmo assim, precisam passar pelo crivo do Banco Central.


Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Novonor assina venda do controle da Braskem após alta nas ações da mineradora Isenção de IPTU para idosos: veja as regras e como solicitar o benefício Afinal, por que a carne bovina disparou de preço? Entenda o real motivo Saiba como vai funcionar o cashback da restituição automática do IR