Grêmio vê time ficar envelhecer e controla treinos contra desgaste

Publicado em 10/08/2018, às 21h34
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Folhapress

O Grêmio atual é, na média de idade, mais velho do que aquele que venceu a Libertadores no ano passado. As pequenas mudanças na equipe titular impactaram em uma característica coletiva que afeta intensidade, ritmo e outros detalhes de atuação. Para equilibrar as coisas, o clube gaúcho passou a controlar treinos e são cada vez mais comuns cenas em que atletas acima dos 30 anos deixam de trabalhar com bola no dia a dia.

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De 2017 para cá, o Grêmio viu a média de idade do time base saltar de 27,4 anos para 29,3 anos. As entradas de Léo Moura e Cícero e mais a volta de Maicon é que alteram o índice.

Essa prática explica, por exemplo, a retomada de disputa pela lateral esquerda. Em outras palavras, Bruno Cortez e Marcelo Oliveira revezam na função para evitar prejuízos físicos a médio e longo prazo.

O mês de agosto já se aproxima da metade, mas nem por isso deixou de ser pesado. Antes de entrar no atual período, o Grêmio mapeou sua agenda e encontrou jogos decisivos em três competições, viagens desgastantes e cenários que exigiriam muito da parte mental do time.

A saída para compensar: reduzir as cargas de treino e em muitos momentos trocar as atividades no campo, com bola, por tarefas mais leves. Sessões na academia, minutos de fisioterapia ou apenas exercícios aeróbicos no campo.

O protocolo se aplica a todo jogador do elenco principal, mas quem já passou dos 30 anos ou das 30 partidas na temporada tem atenção maior. No ranking de jogos, Marcelo Grohe e Cortez são os primeiros. Kannemann e Everton, empatados, aparecem em terceiro. Luan, Ramiro, Maicon, Cícero e Alisson completam as quatro primeiras posições da tabela.

"O Grêmio deve ter uns 45 jogos no ano já. Mesmo o Renato poupando, tem gente com mais de 30 jogos em seis meses. É desgastante, tem desgaste recorrente. É complicado", disse Jael, que tem 26 partidas no ano e é o décimo primeiro que mais atuou na temporada.

A rotina envolve relato individual dos jogadores sobre situação física e muscular. Testes e amostragem após treinos. Essa parte científica sustenta o discurso de Renato Gaúcho, que prioriza Copa do Brasil e Libertadores em detrimento do Brasileirão sob argumento de que os jogadores "não são robôs". Contra o Vitória, domingo, essa ideia vai entrar em campo de novo.

Em virtude do jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, diante do Flamengo, na quarta-feira que vem, o Grêmio usará suplentes na 18ª rodada do Brasileirão.

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