Grupo é preso por simular acidentes com carros por dinheiro de seguro no DF

Publicado em 18/09/2023, às 15h46
PCDF -

Folhapress

Seis pessoas foram presas temporariamente nesta segunda-feira (18) por suspeita de integrarem uma organização criminosa que simulava acidentes e destruía veículos de luxo para receber indenização de seguro no Distrito Federal.

LEIA TAMBÉM

As investigações apontam que o grupo atuava desde 2015 e simulou 12 acidentes automobilísticos, destruindo 25 veículos, disse a Polícia Civil. O total recebido de indenização das seguradoras chegou a R$ 2 milhões.

Os acidentes forjados envolveram veículos das marcas Porsche, BMW, Audi, Volvo e Mercedes e ocorreram em Brazlândia, Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Vicente Pires e Brasília.

Além da prisão temporária dos integrantes da organização, a polícia cumpriu outros seis mandados de busca, o sequestro de 20 veículos e o bloqueio do montante de R$ 2 milhões das contas dos seis investigados.

Os suspeitos serão indiciados pelo crime de organização criminosa, que prevê pena de 3 a 8 anos de prisão.

COMO AGIA O GRUPO - O suspeitos adquiriam veículos importados de certo tempo de uso e de difícil comercialização, até mesmo alguns avariados, segundo a investigação. Os veículos eram consertados e eram contratados seguros, com valor de indenização correspondente a 100% da tabela Fipe.

Após a contratação do seguro, os suspeitos promoviam a colisão proposital dos veículos, que sofriam perda total. Para dificultar a descoberta de vínculo criminoso, eles revezavam-se na condição de proprietários, contratantes do seguro, condutores, terceiros envolvidos no acidente e recebedores da indenização, às vezes, via procuração.

Para também dificultar a investigação, eles registravam as ocorrências dos acidentes na Delegacia Eletrônica, afastando questionamentos da polícia judiciária sobre o sinistro. Por fim, conseguiam receber o seguro.

A organização era chefiada por um empresário de Taguatinga e um ex-policial militar do Distrito Federal, licenciado da corporação em razão da emissão de 150 cheques sem fundos.

Eles adquiriam os veículos, registravam as ocorrências e envolviam parentes e amigos nos registros dos acidentes, contratação dos seguros e recebimento das indenizações.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

'Saiu rindo', diz segurança sobre colega que liderou espancamento que matou ciclista no Rio Empresária que morreu após cirurgia plástica fez seis procedimentos no rosto, diz família Campo de society comprado com dinheiro do tráfico é alvo de operação em RO PEC que acaba com a escala 6x1 chega à CCJ, e governo Lula emplaca aliado na relatoria