Gustavo Petro anuncia saída antecipada e convoca mobilizações na Colômbia

Publicado em 06/07/2026, às 09h54
Presidente colombiano diz que deixará o cargo em 20 de julho e pediu manifestações para defender reformas sociais. Ele também contesta o resultado das eleições e afirma que recorrerá aos tribunais. - Foto: Reprodução

Jornal de Brasília

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que deixará o cargo antecipadamente em 20 de julho, antes da posse do sucessor de direita, Abelardo de la Espriella. Petro pediu manifestações no país para que sejam mantidas as reformas sociais.

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O mandato de Petro vai até 7 de agosto, data da passagem formal de poder. Ainda assim, o primeiro presidente de esquerda da história colombiana afirmou no domingo (5) que sairá antes de transferir o cargo ao sucessor. “Não o faremos nem em 6 nem 7 de agosto, pois são datas trágicas. Faremos em 20 de julho em todas as praças públicas da Colômbia”, escreveu na rede social X, ao convocar também uma “mobilização geral para reivindicar a independência e a manutenção das reformas sociais”.

O dia 20 de julho é a Festa Nacional da Colômbia e a data em que o Parlamento, renovado em março, deve iniciar oficialmente os trabalhos.

Abelardo de la Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu por margem estreita, no fim de junho, o segundo turno das eleições presidenciais contra o candidato de esquerda Iván Cepeda. Empresário milionário de 47 anos e com dupla nacionalidade colombiana e norte-americana, Espriella prometeu levar Petro e aliados a tribunal nos Estados Unidos.

Petro, por sua vez, contesta o resultado das eleições e afirma que prepara recurso junto aos tribunais. Iván Cepeda disse que seguiria “o caminho da desobediência civil” a Espriella caso ele não renuncie à dupla nacionalidade norte-americana e não desista de processar Petro e de o extraditar para os Estados Unidos.

Sem experiência política, o presidente eleito defende linha dura contra a criminalidade, promete fomentar o investimento privado e reduzir as despesas públicas em 40%. Espriella chega ao poder em meio à popularidade de Petro, impulsionada pela redução histórica da pobreza e do desemprego, mas também sob críticas em segurança, num momento em que a Colômbia enfrenta a pior onda de violência da última década.

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