"Sinceramente, sinto desprezo pelo cínico jogo ensaiado. Bilhões usurpados de aposentadorias e pensionistas, outros mais de bancos públicos no Fundo Garantidor de Crédito [FGC], impacto gigantesco nos orçamentos estaduais e municipais para tampar o roubo, que no final será pago pelos mais pobres".
Foi nesses termos que a deputada federal Heloísa Helena (Rede/RJ), autora de um dos pedidos de CPMI do caso do Banco Master, se pronunciou ao dizer que é "jogo de cena" a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de segurar a instalação do procedimento no Legislativo.
Na semana passada, Alcolumbre, em sessão do Congresso, disse que não iria pautar a instalação da CPMI, e provocou um debate durante o qual se atacaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), um acusando o outro de envolvimento na crise do banco.
Segundo o jornalista Magno Martins, em seu blog, "Alcolumbre não pauta, porque interessa a ele que a investigação não avance, e governo e oposição fazem seus discursos porque sabem da mesma forma que não vai avançar."
Acrescenta Magno:
"Assim, enquanto espera uma definição quanto à CPMI que pediu juntamente com a deputada Fernanda Melchiona (Psol-RS), Heloisa Helena desconfia das cobranças quanto à investigação. Nem governo. Nem oposição. Nem Centrão. Nem Legislativo. Nem Judiciário. É a impressionante rede de proteção do Master."