Homem é condenado por matar cachorro de vizinha no interior alagoano

Publicado em 21/08/2026, às 08h24
Município de Igreja Nova - Reprodução/Youtube

TNH1 com Ascom TJAL

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José Edimilson da Silva de Oliveira foi condenado a 4 anos e 1 mês de reclusão, além de 8 meses e 5 dias de detenção, por maus-tratos a animal, violação de domicílio e ameaça. Ele foi julgado por matar o cachorro da vizinha com um tiro de espingarda de pressão.

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A decisão foi proferida pelo juiz Luis Fillipe de Godoi Trino, titular da Vara Única de Igreja Nova, na última segunda-feira (17) e divulgada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas nessa quinta (20).

A sentença também inclui a proibição de guarda de cães e gatos pelo período da pena. Foi definido o regime semiaberto para o início do cumprimento da reclusão, mas no momento o réu poderá recorrer em liberdade.

O caso

O caso ocorreu no povoado de Perucaba, município de Igreja Nova, no dia 1º de junho de 2024. A responsável pelo animal relatou que estava em frente à casa quando ouviu o disparo e viu o cachorro adentrar a residência, ferido. Contou que, após isso, Edimilson invadiu sua casa, recolheu o corpo do animal e fez ameaças.

Edimilson negou as acusações. Sua irmã, em depoimento, relatou que estava na casa do réu quando o cachorro teria invadido o local para morder a filha do réu, a qual teria sido socorrida por Edimilson. Após isso, Iraneide teria chegado com a intenção de o agredir.

No entanto, uma testemunha relatou que o cachorro era acostumado a brincar com a filha do réu, e que, naquele dia, teria se aproximado com essa intenção.

Contradição em argumento

O juiz Luis Filipe observou contradições nos argumentos apresentados pela defesa. “Não é crível que a ofendida, sem qualquer proveito, dirigisse imputação criminal grave a vizinho de cinco anos, submetendo-se ao constrangimento de depor sob temor declarado, e que a testemunha L. [...] aderisse espontaneamente a essa versão”.

Na decisão, Luis Filipe reforçou a gravidade das circunstâncias do crime. “[O disparo] teve por alvo um filhote de aproximadamente três meses, manso, habituado ao convívio com as mesmas crianças e absolutamente incapaz de oferecer qualquer resistência ou defesa”, disse o juiz.

O magistrado ponderou ainda que a agressão expôs diversas pessoas a risco desnecessário, pois o crime ocorreu “em via pública de povoado, no fim da tarde, em local onde se encontravam moradores e crianças, inclusive a filha do próprio acusado e o filho da vítima”.

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