Homem é preso por agredir e manter companheira em cárcere privado no RJ

Publicado em 29/01/2023, às 20h03
Polícia Civil -

Folhapress

Um homem foi preso em flagrante na última sexta-feira (27) por policiais da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) por agredir e manter a companheira em cárcere privado, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

LEIA TAMBÉM

Segundo a Polícia Civil, a vítima contou que vivia com o homem há 9 meses e era agredida constantemente. Ele também a impedia de manter contato com a família -a mulher veio de Natal ao Rio para conhecer o companheiro, mas ele se mostrou "agressivo e possessivo".

Quando decidiu terminar o relacionamento, o agressor teria quebrado o celular dela, a trancado em casa e ligado para o local onde ela trabalhava, dizendo que a companheira estava se demitindo. Uma amiga da vítima estranhou o sumiço dela que já durava uma semana e foi até o local onde ela morava para ver o que estava acontecendo. ]

Ao chegar, ouviu gritos da amiga pedindo socorro. A mulher chutou o portão até arrombá-lo, pegou alguns pertences da vítima e a levou até a delegacia para prestar queixa.

O homem tentou se esconder num matagal para fugir da polícia, mas acabou se rendendo e foi levado à delegacia. Ele já foi encaminhado ao sistema prisional.

DENUNCIE - Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 180 e denuncie — a Central de Atendimento à Mulher, que funciona em todo o país e no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita. O serviço recebe denúncias, dá orientação de especialistas e faz encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp no número (61) 99656-5008 ou pelo Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Há ainda o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

Caso esteja se sentindo em risco, a vítima pode solicitar uma medida protetiva de urgência.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Campanha convoca familiares de desaparecidos para coleta de DNA Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado Federal 'Saiu rindo', diz segurança sobre colega que liderou espancamento que matou ciclista no Rio Empresária que morreu após cirurgia plástica fez seis procedimentos no rosto, diz família