☰
✕

Homem que matou companheira a facadas é condenado a 15 anos de prisão em Murici

Publicado em 13/08/2026, às 15h29
- Reprodução

Yasmin Gregorio*

Ler resumo da notícia

Um homem foi condenado a 15 anos e sete meses de prisão pelo feminicídio da companheira, em Murici, na Zona da Mata de Alagoas. Segundo a Justiça, depois de matar Monique Paz da Costa a facadas, José Ricardo Clemente saiu de casa, foi até um bar e contou a pessoas que havia "furado" a companheira. O caso foi julgado nesta quinta-feira (13), no Tribunal do Júri de Murici.

LEIA TAMBÉM

Segundo sentença, obtida pelo TNH1, a Justiça considerou três circunstâncias negativas ao definir a pena: a forma como o crime foi cometido, o histórico de violência atribuído ao réu e o comportamento dele logo após o assassinato.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. 


Como aconteceu o crime 

O crime aconteceu em 7 de setembro de 2024, na residência onde Monique e José Ricardo viviam, em Murici. Segundo a denúncia, o homem matou a companheira usando uma faca.

O laudo pericial apontou que Monique sofreu lesões provocadas por arma branca e, durante a investigação, José Ricardo confessou o assassinato à polícia.

Na sentença, o juiz considerou que a forma como o crime foi cometido aumentou a culpabilidade do réu. A decisão cita o uso de uma faca peixeira e afirma que os golpes provocaram maior sofrimento à vítima.

Após matar Monique, ele deixou a residência e saiu pelas ruas "de forma tranquila". Em seguida, chegou a parar em um bar, onde bebeu uma dose sentado à mesa. No local, ainda segundo a decisão, o réu contou que havia "furado a mulher".

José Ricardo também deixou aberta a porta da residência onde o crime aconteceu. Dessa forma, outras pessoas puderam ver o que havia acontecido dentro do imóvel.

Para a Justiça, a forma como ele agiu depois do feminicídio foi considerada uma circunstância negativa durante o cálculo da pena.


Filha contou que mãe sofria agressões

A filha da vítima relatou durante o processo que a mãe sofria agressões praticadas pelo acusado. Ela também afirmou ter sofrido abusos cometidos por José Ricardo quando tinha cerca de oito anos.

Após o julgamento, a promotora de Justiça de Murici, Ilda Regina Reis, destacou o histórico de violência revelado durante o processo e o depoimento da filha de Monique.

“O MP sai desse júri com a convicção de que a justiça foi feita, apesar da Monique não mais poder voltar para casa”, afirmou a promotora.

Confissão reduziu pena

Durante o julgamento, o Ministério Público pediu que José Ricardo fosse condenado pelo feminicídio. A defesa, por outro lado, pediu que a confissão feita pelo réu fosse considerada como atenuante na aplicação da pena.

Antes da redução, a Justiça havia calculado a pena-base em 18 anos e oito meses de prisão. A sentença considerou três circunstâncias negativas: a forma como o crime foi cometido, os relatos sobre a personalidade violenta do réu e o comportamento dele após o assassinato.

Como José Ricardo confessou o crime, a Justiça aplicou uma redução de um sexto. A pena final ficou em 15 anos e sete meses de prisão.


Réu continuará preso

José Ricardo está preso preventivamente desde 8 de setembro de 2024, um dia após o crime. Até o julgamento, ele havia permanecido preso por um ano, 11 meses e cinco dias.

Esse período será descontado da pena definitiva. Com o abatimento do tempo já cumprido, a sentença aponta que ainda restam 13 anos, sete meses e 25 dias de reclusão.

A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. A Justiça também negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e determinou o início imediato da execução da pena.

*Estagiária sob supervisão.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Concessão da Ceasa por até 60 anos preocupa comerciantes, que temem alta nos preços Sai lista provisória de isenção da taxa do concurso dos Bombeiros de AL; veja prazo para recurso Alagoas atinge o menor tempo do ano para abertura de empresas Governador Paulo Dantas se licencia do cargo; Marcelo Victor assume