IML atesta asfixia mecânica após homem se engasgar com cuscuz em Arapiraca

Publicado em 13/08/2026, às 17h39
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução
Imagem meramente ilustrativa - Reprodução

Por Assessoria

Um homem de 41 anos faleceu em Arapiraca após se engasgar com cuscuz, destacando o risco de asfixia mecânica durante refeições. Ele tentou buscar ajuda, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não sobreviveu.

O perito médico-legista confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica, um problema recorrente, especialmente com alimentos secos como o cuscuz. O consumo rápido e a condição de saúde, como a sarcopenia, aumentam o risco de engasgos, principalmente em idosos.

O especialista recomenda a prática de atividades físicas e uma dieta equilibrada para prevenir a sarcopenia. Em casos de engasgo, é crucial saber como agir, incluindo a Manobra de Heimlich e a busca imediata por atendimento médico.

Resumo gerado por IA

Um homem de 41 anos morreu depois de se engasgar enquanto se alimentava com cuscuz, nessa quarta-feira (12), no bairro Brasília, em Arapiraca. Segundo informações apuradas, ele ainda tentou buscar ajuda no quintal de casa, mas perdeu a consciência, sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

O caso chama a atenção para um problema que pode acontecer de forma repentina e transformar uma refeição em uma situação de emergência: a asfixia mecânica provocada pelo engasgo com alimentos.

O perito médico-legista Germano Jatobá, responsável pelo exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca, confirmou que a morte foi provocada por asfixia mecânica decorrente do engasgo. Segundo o especialista, não é a primeira vez que ele examina uma vítima que morreu em circunstâncias semelhantes, inclusive em casos envolvendo o consumo de cuscuz.

O cuscuz pode representar um risco quando está muito seco ou é consumido rapidamente. Por ser uma massa farelenta, pequenas partículas podem se desprender e seguir para a traqueia, em vez de passar pelo esôfago, bloqueando a entrada de ar. O mesmo mecanismo pode acontecer com diversos outros tipos de alimentos.

“Esse tipo de ocorrência é observado com frequência em pessoas idosas, principalmente em razão da sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e força muscular. A condição pode comprometer a capacidade de mastigação e deglutição, aumentando o risco de engasgos”, explicou o médico-legista

Outra situação que pode favorecer acidentes é o consumo entorpecentes e álcool. No caso da embriaguez pode reduzir os reflexos de proteção das vias aéreas e dificultar a resposta da pessoa diante de um alimento que segue pelo caminho errado.

O especialista também destaca a importância da prevenção da sarcopenia, principalmente por meio da prática regular de atividade física e de uma alimentação equilibrada, medidas que contribuem para a manutenção da força e da massa muscular.

O que fazer em caso de engasgo?

Nos casos em que a pessoa ainda consegue tossir, respirar ou falar, é importante incentivá-la a tossir com força e continuamente. Não se deve dar tapas nas costas enquanto a pessoa está em pé, pois isso pode fazer com que o alimento se desloque e obstrua ainda mais a passagem de ar. Se a via aérea estiver livre e houver apenas um incômodo leve, como a sensação de algo “arranhando” a garganta, a pessoa pode beber água com cuidado.

Já nos casos graves, quando a pessoa está engasgada, não consegue tossir, falar ou respirar, a situação exige atendimento imediato. É preciso pedir para alguém ligar para o Samu, pelo 192, ou para o Corpo de Bombeiros, pelo 193, enquanto são iniciadas as medidas de desobstrução das vias aéreas, incluindo a Manobra de Heimlich, quando indicada.

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