Indígenas interditam trecho da BR-101 em Joaquim Gomes durante mobilização

Publicado em 12/08/2026, às 10h54
Cortesia ao TNH1/Wassu Cocal
Cortesia ao TNH1/Wassu Cocal

Por Joyce Maia*

Indígenas da comunidade Wassu Cocal bloquearam a BR-101 em Joaquim Gomes, Alagoas, como parte de uma mobilização nacional contra o marco temporal e em defesa da demarcação de terras, impactando o tráfego em uma das principais rodovias do estado.

Os protestos em Alagoas ocorrem em três locais, incluindo a aldeia Kariri Xocó e a região de Maria Bode, onde também houve bloqueios, refletindo a insatisfação com a tese jurídica que limita os direitos territoriais indígenas.

A Polícia Rodoviária Federal informou que a rodovia permanece interditada sem previsão de liberação, evidenciando a continuidade das mobilizações e a necessidade de diálogo sobre os direitos dos povos indígenas.

Resumo gerado por IA

Indígenas da comunidade Wassu Cocal interditaram, na manhã desta quarta-feira (12), um trecho da BR-101, em Joaquim Gomes, Zona da Mata alagoana. A manifestação faz parte de uma mobilização nacional dos povos indígenas contra o marco temporal e em defesa da demarcação de terras.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a rodovia está interditada e, até o momento, não há previsão para a liberação do trecho. A situação provoca impactos no tráfego da região, uma das principais ligações rodoviárias de Alagoas. 

Mais cedo, indígenas também bloquearam um trecho da BR-423, na região do povoado Maria Bode, em Água Branca, no Alto Sertão de Alagoas. 

Participam da mobilização povos como Katokinn, Karuazu e Jiripankó, de Pariconha; Koiupanká, de Inhapi; Kalankó, de Água Branca; e Kraunã, de Olho d’Água do Casado. Em Joaquim Gomes, a mobilização ocorre na comunidade Wassu Cocal em parceria com os povos Xukuru-Kariri de Palmeira dos índios. 

Além da defesa da demarcação dos territórios, os indígenas reivindicam mudanças na forma como o processo relacionado ao marco temporal vem sendo conduzido. As lideranças defendem que as discussões sejam realizadas de forma presencial, e não virtual, como vêm ocorrendo.

O atual julgamento e recursos sobre o marco temporal no Supremo Tribunal Federal (STF) teve início dia 7 deste mês de agosto e deve ir até o dia 18.

O marco temporal é uma tese jurídica segundo a qual os povos indígenas teriam direito à demarcação apenas das terras que ocupavam ou que estavam em disputa judicial na data de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal.

* Estagiária sob supervisão

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