Folhapress
Um incêndio destruiu um dormitório de uma escola feminina em uma cidade no Vale do Rift, no Quênia, durante a noite desta quarta-feira (27), matando pelo menos 16 estudantes, informou a polícia local.
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Segundo dados obtidos pela agência AFP, pelo menos outras 73 estudantes ficaram feridas na Utumishi Girls' Academy Senior School, em Gilgil, uma cidade a aproximadamente 100 km ao norte da capital Nairóbi, no condado de Nakuru. A causa do incêndio ainda não foi determinada.
Imagens exibidas pela Citizen Television mostraram vidraças quebradas e paredes manchadas de fumaça.
O Quênia tem um longo histórico de incêndios em escolas, com mais de 60 casos criminosos em escolas públicas de ensino médio registrados somente em 2018, de acordo com dados do governo. Muitos dos incêndios foram provocados por estudantes em protesto contra disciplina rigorosa e condições precárias, segundo pesquisadores.
Masoud Mwinyi, um comandante da polícia, disse a repórteres na escola que 50 policiais estavam vasculhando as áreas ao redor do colégio em busca de estudantes que podem ter fugido quando o incêndio começou. "Com o choque, o medo e a ansiedade, muitas pessoas saíram correndo, e era de noite", disse.
Segundo um correspondente da AFP no local, vários pais correram aterrorizados para a escola em busca de notícias de suas filhas, reunindo-se no pátio da instituição.
O ministro do Interior do Quênia, Kipchumba Murkomen, e o vice-chefe de polícia, Eliud Lagat, foram até o local, segundo a polícia queniana. O chefe do Diretório de Investigações Criminais (DCI), Mohammed Amin, também está na cidade para supervisionar "a investigação preliminar sobre as causas do incêndio", acrescentou a corporação.
Em 2024, um incêndio matou 21 estudantes em uma escola primária com internato no vizinho condado de Nyeri. A causa ainda não foi estabelecida de forma conclusiva.
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