TNH1 e TV Pajuçara
No início, flores, presentes e declarações. Com o passar do tempo, porém, o relacionamento mudou. É o que relata a influenciadora digital Bárbara Souza, que denunciou o ex-companheiro por agressão, roubo e violência doméstica.
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Na última sexta-feira (9), Bárbara publicou nas redes imagens de ferimentos e hematomas. Segundo o relato, ela foi arrastada por cerca de 100 metros ao tentar impedir que o ex-companheiro fugisse com o celular dela. Na segunda (12), a Justiça negou o pedido de prisão do suspeito. A influenciadora já tinha uma medida protetiva contra ele.
Em entrevista à TV Pajuçara, Bárbara comentou que havia passado em um bar na parte baixa com amigas e voltava para casa quando o episódio aconteceu.
“Ali na Via Expressa, ele começou a encurralar o carro, emparelhado com o meu. Eu estava distraída, ouvindo música, e não o reconheci. Quando olhei para o lado e vi que era ele, desci e parei o carro. Comecei a gritar: ‘O que é que você quer?’”, relatou.
Segundo a influenciadora, ela baixou o vidro do veículo apenas alguns centímetros, mas o movimento teria sido suficiente para que o homem pegasse o celular e corresse em direção ao próprio carro.
“Em ato desesperado, eu fui atrás, porque comprei um celular caro, que é um objeto do meu trabalho. Quando fui atrás, ele já estava dentro do carro e tinha trancado a porta”, contou.
Bárbara disse que segurou a maçaneta na tentativa de impedir a fuga e recuperar o celular. Naquele momento, chegou a pensar até mesmo em transferir dinheiro ao ex para encerrar a situação.
“Eu fiquei segurando a maçaneta, tentando abrir, para que ele parasse o carro e me devolvesse o celular, ou para que a gente conversasse e eu realmente pudesse fazer um Pix para ele, para ter paz. Qualquer valor valia a minha paz”, afirmou.
Ainda segundo o relato, o homem acelerou o veículo, quando Bárbara acabou sendo arrastada. Ela disse que foi arremessada para trás e bateu o queixo na quina do meio-fio.
O nome do suspeito não foi divulgado e, por isso, a reportagem não conseguiu localizar a defesa. O espaço segue aberto.
Como relacionamento virou cenário de abuso
Na entrevista, Bárbara também relembrou o início do relacionamento. Segundo ela, a relação era marcada por declarações de amor e presentes, mas o comportamento do companheiro teria mudado com o tempo.
“No começo, era um love bombing: flores, declarações, bolsas de luxo. Dava presentes, mas isso nunca me encheu os olhos nem me encantou. O que me encantava de fato era a forma como ele me tratava muito bem, e isso foi mudando com o passar do tempo”, relatou.
A influenciadora afirmou que o ex-companheiro passou a apresentar comportamentos agressivos durante as discussões. Em uma das situações, segundo ela, ele pegou o celular dela e correu para o quarto.
“Uma vez, ele pegou meu telefone, correu para o quarto e ficou pressionando meu braço e minha cabeça contra a porta para que eu não conseguisse pegar meu celular”, disse.
Bárbara também relatou outro episódio em que o homem teria pegado o aparelho, lido conversas e ligado para a mãe dela para difamá-la. Ela não revelou o conteúdo das mensagens.
'Não me sinto segura'
Bárbara afirmou ainda que não se sente segura e destacou que já tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro quando o episódio aconteceu.
“Eu não me sinto segura, não tenho segurança nenhuma, não tenho respaldo jurídico,não tenho nada. eu só tenho um boletim de ocorrência e um papel que se chama medida protetiva, que não serve de nada, pq se servisse, eu não estaria na situação.
Justiça negou pedido de prisão
A Justiça de Alagoas negou na segunda-feira (12) o pedido de prisão do homem suspeito de agredir a influenciadora.
Na decisão, o juiz responsável pelo caso, Marcell Menezes Aquino, citou o parecer do Ministério Público de Alagoas, que considerou não haver elementos suficientes para justificar a decretação da prisão.
"Instado a se manifestar, o Ministério Público, às fls. 62/63, opinou pelo não acolhimento do pedido em sede de plantão judiciário, por entender ausentes, neste momento, elementos suficientes para demonstrar a urgência da segregação cautelar, destacando a necessidade de prévia apuração dos fatos pela autoridade policial, sem prejuízo de posterior reapreciação pelo Juízo natural", diz trecho.
O magistrado ainda destacou que a influenciadora já está amparada por medidas protetivas de urgência, que incluem a proibição de aproximação e contato por parte do suspeito.
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