A influenciadora digital Bárbara Souza denunciou seu ex-companheiro por agressões e violência em Maceió, relatando ter sido arrastada por 100 metros ao tentar recuperar seu celular roubado, resultando em ferimentos graves.
Bárbara já possuía uma medida protetiva, mas mesmo assim sofreu novas agressões, incluindo lesões corporais e descumprimento da ordem judicial, o que levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de proteção disponíveis.
O movimento 'Por Mulheres Brasil' está acompanhando o caso e exigiu uma resposta rápida das autoridades, pedindo proteção efetiva para Bárbara e uma investigação rigorosa contra o agressor, enquanto a Polícia Civil ainda não confirmou a abertura de um inquérito.
A influenciadora digital Bárbara Souza usou as redes sociais para denunciar o ex-companheiro por agressão, roubo e violência psicológica na última sexta-feira, 9, no Tabuleiro do Martins, em Maceió. Ela compartilhou imagens com diversos ferimentos e hematomas. Bárbara afirmou que foi arrastada por cerca de 100 metros, quando tentava impedir que o suspeito fugisse com o seu aparelho celular.
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"E foi assim que eu terminei o meu dia 09 de outubro, 03 horas no meu novo aniversário, agredida, arrastada, com o queixo dilacerado e o motivo? Nenhum. Estava dirigindo quando meu ex me encurralou e me obrigou a parar, pediu dinheiro e eu o neguei e ele roubou meu celular e saiu correndo com o carro e, num ato impensado, eu fui atrás segurando na maçaneta por mais de 100 metros, quando não aguentei, soltei e fui arremessada. Fiquei uns segundos inconsciente, depois fui a caminho de casa e encontrei anjos fardados de policiais civis, que me conduziram e fizeram os boletins e o exame de corpo de delito, junto à minha família. Peço justiça", denunciou.
Ela acusou o homem também de apagar fotos e vídeos do trabalho dela, produzidos por ela em conteúdo no perfil de influenciadora no Instagram, que somavam milhões de visualizações.
"Ele, em posse da senha do meu celular, forjou conversar com terceiros sobre assuntos que sequer o lhe diziam respeito. Peço publicamente perdão a exposição desnecessária ao envolvidos. Sou e serei grata sempre pelo tempo que trabalhei com vocês, contem comigo. Porque aqui existe uma mulher trabalhadora que dia e noite luta pra honrar seus compromissos. Aos meus amigos que se envolveram para que agora eu pudesse falar com vocês, o meu muito obrigada, que Deus abençoe abundantemente vocês e que a justiça seja feita, lugar de agressor é na cadeia! Fora que é caloteiro", afirmou.
O caso está sendo sendo acompanhado pelo movimento 'Por Mulheres Brasil', que manifestou repúdio à violência sofrida por Bárbara e cobrou resposta urgente das autoridades.
"Bárbara já tinha uma medida protetiva. Ainda assim, sofreu novas agressões na madrugada de 9 de outubro, em Maceió. Conforme seu depoimento registrado no boletim de ocorrência, foi arrastada por um automóvel por aproximadamente 100 metros e sofreu lesões em diversas partes do corpo. O registro policial inclui descumprimento de medida protetiva, lesão corporal e roubo.
A gravidade do caso exige ação imediata. Cobramos das autoridades policiais, do @mpealagoas e do Poder Judiciário @tjal.oficial proteção efetiva para Bárbara, avaliação urgente do risco e adoção das medidas cabíveis para impedir novas violências. Cobramos, também, investigação rigorosa e responsabilização do agressor pelos atos comprovados.
Uma ordem judicial de proteção precisa produzir segurança real. Seu descumprimento não pode ser tolerado, e a resposta das instituições deve ser proporcional à gravidade dos fatos e ao risco enfrentado pela vítima", disse o movimento em nota.
A reportagem procurou a Polícia Civil para saber se houve abertura de inquérito policial, e segue aguardando resposta.
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