Injeções contra enxaqueca têm bons resultados em estudos

Publicado em 01/12/2017, às 18h43

Redação

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 Entre 127 e 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com enxaqueca, estima a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para muitas dessas, os tratamentos disponíveis não surtem efeito, o que mobilizou pesquisadores a desenvolverem uma nova terapia. Publicado no periódico New England Journal of Medicine, um estudo que já está na terceira fase de testes se mostrou promissor, reduzindo o número de dias dos episódios de dor. 

Usando o fremanezumabe, anticorpo capaz de modificar a atividade química do cérebro, os cientistas conseguiram bloquear os efeitos de uma proteína associada à enxaqueca. O CGRP (sigla em inglês), péptido relacionado com o gene da calcitonina, é liberado em altos níveis durante a enxaqueca em resposta à inflamação, assim, aumenta a sensibilidade do cérebro à dor. Ao barrar o CGRP, o ciclo da inflamação foi quebrado, reduzindo a dor.

— Observamos pessoas com 100% de redução da enxaqueca, outros com 75% — afirmou o pesquisador Stephen D. Silberstein. 

Para obter os resultados os pesquisadores selecionaram 1130 pacientes que foram divididos em três grupos: um recebeu tratamento trimestral, outro mensal e, o último, recebeu injeções de placebo. No total, os pacientes tiveram redução no número de episódios de enxaqueca em  4.3 dias com o tratamento trimestral e 4.6 dias com o mensal. 

Sem efeitos adversos relatados, a injeção se apresenta como uma opção importante para os médicos:

— Se aprovado, o tratamento daria aos médicos uma importante ferramenta pode ajudar a prevenir enxaqueca, reduzir a carga da enxaqueca e potencialmente ajudando as pessoas a voltarem ao normal — disse Silberstein.


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