Jornal da Record revela investigação sobre dívida do Corinthians e promotor afirma: “A arena já estaria quitada”

Ministério Público apura possíveis inconsistências nos cálculos do financiamento do estádio do Timão; perito explica que encontrou juros que variam de 19% a quase 450% ao mês

Publicado em 02/09/2026, às 19h15
DIVULGAÇÃO/RECORD
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Por RECORD

A edição da meia-noite do Jornal da Record desta terça-feira (01), apresentada por Christina Lemos, exibiu uma reportagem especial do repórter Bruno Piccinato que mostrou uma investigação do Ministério Público sobre a dívida do Corinthians com a Caixa Econômica Federal referente ao financiamento da Neo Química Arena. 

Responsável pelo procedimento administrativo, o promotor público Cássio Conserino explicou os indícios que motivaram a apuração: “A Caixa teria errado nos cálculos apresentados ao Corinthians e, consequentemente, dando um valor a mais de 280 milhões de reais, que, atualizados em agosto de 2026, chegam próximos aos 405 milhões de reais”. 

Segundo Conserino, a perícia encaminhada ao Ministério Público indica que o Timão já teria quitado o financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa: “Pela perícia encaminhada ao Ministério Público pelo perito, aquele documento reflete um pagamento a mais. Por via de consequência, a arena já estaria quitada por conta desse pressuposto matemático equivocado ocorrido lá em 2019”. 



Denúncia 

O procedimento administrativo do Ministério Público foi aberto após denúncia do perito Anísio Castelo Branco, especialista em investigação de fraudes, lavagem de dinheiro e análise de contratos bancários. 

O perito elaborou um dossiê com base em documentos públicos e analisou a evolução da dívida, incluindo a incidência de multas e juros cobrados ao longo dos anos. 

“Tem que mostrar o quanto de juros eles estão cobrando nas parcelas em atraso, porque eu encontrei juros que variam de 19% ao mês a quase 450% ao mês. Não tem padrão nenhum”. 



O que dizem a Caixa Econômica Federal e o Corinthians 

A reportagem também procurou a Caixa Econômica Federal e o Corinthians para falar sobre o caso. A instituição financeira informou que não comenta casos específicos em razão do sigilo bancário. Já o clube não respondeu aos questionamentos da reportagem. 

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