Isnaldo Bulhões pulou uma fogueira

Publicado em 26/05/2026, às 11h00

Flávio Gomes de Barros

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reafirmou a fase de tolerância por que passa o STF de uns anos para cá e determinou o arquivamento do inquérito que apurava a suspeita de contrabando envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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A decisão é extensiva ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e aos deputados federais Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), que acompanhavam Motta numa viagem ao Caribe, em 2025, em voo que estava ainda o anfitrão, empresário Fernando Oliveira Lima.

O referido cidadão, vulgo “Fernandin OIG”, é figura carimbada no mercado de apostas online e nessa época era investigado pela CPI das Bets - que, registre-se, não deu em nada.

Os quatro parlamentares estão livres da justiça por esse episódio, porém restam para eles os questionamentos político e moral por terem compartilhado, como convidados, de um voo em aeronave pertencente a um investigado pelo próprio Congresso Nacional.

Existe ainda uma circunstância agravante, comprovada por reportagens, vídeos e fotos: no retorno ao Brasil, os parlamentares passaram pelo raio X do aeroporto, mas parte da bagagem que trouxeram não foi submetida a fiscalização.

E viva o Brasil...

 

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