Yasmin Gregorio*
O jangadeiro denunciado por um turista carioca por suposta importunação sexual durante um passeio às piscinas naturais de Pajuçara, em Maceió, foi identificado pela Polícia Civil e intimado para prestar depoimento. Ele deve ser ouvido nesta quarta-feira (23), segundo a delegada Luci Monica, responsável pela investigação.
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A denúncia foi registrada na semana passada, no primeiro dia do turista na capital alagoana. O homem, que pediu para não ser identificado, procurou a Polícia Civil depois do passeio e relatou ter sido tocado sem consentimento pelo profissional durante o trajeto.
Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, nesta segunda-feira (21), a delegada afirmou que o jangadeiro já foi localizado e que, ao ser intimado, negou inicialmente que tenha cometido qualquer ato de natureza sexual contra o turista. Segundo ele, teria ocorrido um mal-entendido.
A polícia agora vai ouvir a versão do suspeito antes de avançar na investigação.
Entenda o caso
Segundo o relato prestado pelo turista à Polícia Civil, ele estava sozinho na jangada quando o profissional teria começado a fazer comentários de cunho sexual. Em seguida, o jangadeiro teria pedido que ele se sentasse próximo, sob a justificativa de que a mudança de posição ajudaria no equilíbrio da embarcação.
Quando se sentou, o turista afirmou que o homem passou a mão nas costas dele e perguntou se havia usado protetor solar. Ele disse que pediu para não ser tocado e voltou para a parte da frente da jangada.
Ainda segundo o relato, o jangadeiro teria levado o turista para uma piscina natural onde não havia outras pessoas e perguntado se ele queria entrar no mar junto com ele. Constrangido, o homem pediu para seguir para um local onde houvesse mais turistas.
O passeio terminou antes do previsto após uma discussão envolvendo o jangadeiro e outro profissional, e passado a proferir palavrões. O turista pediu para retornar à praia e, depois de desembarcar, procurou a Polícia Civil para registrar a denúncia.
Além da Delegacia de Proteção ao Turista, o caso também foi comunicado à Ouvidoria da Marinha.
Investigação pode levar a processo criminal
Segundo a delegada Luci Monica, a Polícia Civil apura o caso como possível crime de importunação sexual. Ela explicou que o relato do turista será considerado na investigação, mas que o jangadeiro também precisa ser ouvido para que a polícia possa esclarecer o que aconteceu.
A pena prevista para o crime de importunação sexual é de um a cinco anos de reclusão, caso a ocorrência seja confirmada.
O depoimento do jangadeiro está marcado para esta quarta-feira (23). Depois de ouvir os envolvidos e analisar as informações reunidas no caso, a Polícia Civil deve definir os próximos passos da investigação.
Estagiária sob supervisão.
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