Johnson sabia por décadas que talco poderia causar câncer, diz agência

Publicado em 14/12/2018, às 22h59
Talco da Johnson & Johnson | Reprodução -

VEJA.com

A Johnson & Johnson sabia por décadas que o seu talco continha amianto, uma substância cancerígena proibida no Brasil e em muitos outros países, indica a agência Reuters. Segundo a reportagem, uma revisão dos documentos relacionados a um processo que a gigante farmacêutica enfrentou e perdeu na Justiça dos Estados Unidos, comprova o conhecimento por parte da empresa.

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A pesquisa revelou que entre 1971 e o início dos anos 2000, executivos, mineradores, doutores e até advogados estavam cientes de que o talco cru testava positivo para a presença de amianto. Muitas vezes, até mesmo no produto final era detectada a substância.

Em julho deste ano, nos Estados Unidos, em um processo movido no estado do Missouri, a Johnson & Johnson foi condenada em júri popular a pagar 5 bilhões de dólares a 22 mulheres e suas famílias que alegam que o talco causou câncer nos ovários. Uma das alegações era justamente que a empresa sabia, há mais de 40, que o produto poderia causar tais efeitos.

A empresa sempre negou a presença de amianto em seus talcos e recorre na Justiça americana contra a decisão. Em outubro do ano passado, em um outro processo, na Corte de Apelações de Los Angeles, a empresa conseguiu uma vitória e se livrou de pagar 417 milhões de dólares. A Corte considerou os argumentos insuficientes e vagos.

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