Justiça aceita pedido do MP e show de Wesley Safadão é cancelado em Viçosa

Publicado em 09/06/2022, às 07h59
Foto: Reprodução/Redes Sociais -

Theo Chaves

A juíza Juliana Batistela Guimarães de Alencar, da comarca de Viçosa, aceitou um pedido do Ministério Público de Alagoas (MP-AL), nessa quarta-feira, 08, e limitou os gastos para as apresentações artísticas que aconteceriam em Viçosa nesse mês de junho. Após a decisão, a apresentação do artista Wesley Safadão, marcada para este fim de semana, foi cancelada. 

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O pedido do MP-AL — justificado em razão da situação de emergência após as fortes chuvas que atingiram toda Alagoas — estipulava o cachê pago para cada apresentação artística, sendo limitado ao valor de R$ 50 mil para artistas nacionais e R$ 20 mil para artistas regionais.

Com isso, após a juíza acolher o pedido, o show de Wesley Safadão, com cachê de R$ 600 mil, foi cancelado, com base no teto estipulado para as apresentações.

A justiça ainda fixou o valor total gasto com todos os artistas pela Prefeitura de Viçosa, não podendo ultrapassar o teto de R$ 100 mil reais. Em caso de descumprimento, o munícipio terá que pagar uma multa equivalente ao valor total fixado para os gastos com a festa. 

A reportagem do TNH1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Viçosa e foi informada que o prefeito deve se posicionar em breve sobre a decisão judicial.

MP entra com ação na justiça pedindo suspenção do São João de Maceió - O Ministério Público Estadual (MPE), por meio da promotora Fernanda Moreira, da 15ª Promotoria de Justiça da Capital, entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) para suspender o São João de Maceió, no formato que foi anunciado pela Prefeitura, com gastos que ultrapassam os R$ 6 milhões apenas com pagamento de cachês de artistas nacionais. O MPE havia recomendado a suspensão das festas juninas na capital por conta das fortes chuvas que castigam o estado, mas o Município manteve a programação. No último dia 3, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado pelo MPE, por meio do promotor Max Martins, da Promotoria de Defesa do Consumidor, com o objetivo de instituir regras para tentar garantir que as festas fossem realizadas com estrutura e segurança adequadas para a população.

Na ação que foi ajuizada nessa quarta-feira, 8, a promotora Fernanda Moreira questiona o fato de a FMAC não dispor de verba para bancar as atrações anunciadas para os festejos juninos da Capital. "Observando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) nós constatamos que a FMAC dispõe do valor de R$ 5 milhões para investir em cultura para todo o ano de 2022", disse ela, ao afirmar que esse valor não seria suficiente para financiar os festejos juninos e nem poderia ser totalmente usado para bancar o São João da capital.

A promotora Fernanda Moreira também explicou que um dos principais motivos para que ela entrasse com a ação foi uma suplementação orçamentária para a FMAC, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) da última sexta-feira, 5,  no valor de R$ 11 milhões, cujo objetivo é garantir os valores para bancar os custos da festa.

"Vi que os valores suplementados foram retirados de obras de infraestrutura, como as obras do Vale do Reginaldo e da ciclovia. Não se trata aqui de ir de encontro ao direito ao lazer, mas estamos em uma emergência por conta das chuvas e precisamos debater a função real do orçamento público. Maceió tem mais de 700 pessoas desabrigadas. No Benedito Bentes, onde foi anunciada a festa de São João, tem mães que estão precisando de colchões", disse a promotora, que também citou as famílias atingidas pelos problemas provocados pela Braskem, ao elencar questões urgentes que precisam ser resolvidas pelo Município.

O TNH1 entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Maceió, mas até o momento não houve resposta.

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