Justiça condena acusados de matar e esquartejar companheiro de cela no Complexo Prisional

Publicado em 14/12/2022, às 07h51
Foto: Arquivo TNH1 -

Ascom TJ-AL

O Conselho de Sentença do 3º Tribunal do Júri de Maceió condenou os réus Maurício Gomes de Lima, Anderson Cleiton da Silva, Luís Carlos Soares da Silva Santos e Jaime Ambrósio da Silva Neto por envolvimento na morte de Wellington Vieira dos Santos. O júri popular ocorreu na segunda-feira (12), no Fórum da Capital, e foi conduzido pelo juiz Geraldo Amorim.

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A vítima era companheira de cela dos réus, e o crime teria acontecido em maio de 2021, no Presídio de Segurança Máxima, localizado no bairro Cidade Universitária. Segundo os autos, Wellington pertencia a uma facção criminosa e, por causa de uma mudança de ala, foi parar no bloco da facção rival. Na cela, Wellington acabou revelando a Jaime que matou alguns integrantes da facção a qual o réu pertencia.

De acordo com as investigações, Jaime contou aos companheiros de cela, que planejaram matar a vítima. Os réus chamaram Wellington para o banheiro, onde o mataram com diversos golpes de faca e esquartejaram o corpo, escondendo as partes em sacolas e guardando em um balde de lixo-tonel. Em seguida, o balde foi levado para o solário.

Ainda segundo o relato, os agentes penais perceberam a ausência da vítima, ao mesmo tempo que os presos trabalhadores notaram o peso excessivo do lixo. Os agentes ordenaram que o lixo fosse levado para a parte externa e, após uma vistoria, o corpo de Wellington foi encontrado.

Sentença - Anderson deve cumprir pena de 21 anos e três meses de reclusão. Luís foi condenado a 31 anos e 15 dias de reclusão, e Jaime a 29 anos e dois meses, todos em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa e ocultação de cadáver.

O réu Maurício deverá cumprir pena de quatro anos e dois meses, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de associação criminosa e ocultação de cadáver. 

Anderson, Luís e Jaime devem ainda indenizar os familiares da vítima, por danos morais, no valor de R$ 110 mil, de maneira solidária, ou seja, todos devem contribuir para alcançar o valor total. "O crime foi cometido com intensa ousadia, dentro do presídio, quando os presos jogavam bola, tudo para que não fosse possível ouvir a vítima agonizar após os golpes que levou dentro do banheiro", enfatizou o juiz Geraldo Amorim.

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