Justiça condena cantor de forró a 24 anos por matar namorada grávida em Rio Largo

Publicado em 18/11/2021, às 11h23
O homicídio teria sido motivado pelo fato de Gilmara não querer abortar a gravidez | Foto: Reprodução -

TNH1 com Ascom MPE

O empresário e ex-vocalista da banda Forrozão Capa de Sela, Ivanilson Monteiro de Oliveira, foi condenado, nessa quarta-feira (17), por ter mandado matar a adolescente Gilmara dos Santos da Silva, em 2013, que estava grávida de cinco meses. À época do fato, o réu foi denunciado como autor intelectual do assassinato da namorada, uma vez que teria contratado um outro homem para praticar o crime. A sentença foi de 24 anos e seis meses de prisão pela prática dos delitos de homicídio qualificado e aborto sem consentimento da gestante. O homicídio teria sido motivado pelo fato de Gilmara não querer abortar a gravidez. 

LEIA TAMBÉM

MPAL pede e jurados condenam ex-vocalista da Capa de Sela pelo assassinato da namorada. Foto: Reprodução

Foi a promotora de Justiça Lídia Malta quem fez o papel da acusação, representando o Ministério Público, autor da ação penal. “Ocorrido em 15 de maio, o assassinato foi motivado porque a vítima, que tinha 17 anos e estava numa gravidez de cinco meses, não quis realizar o aborto, que havia sido pedido pelo músico. Inconformado com a negativa da namorada, o Ivanilson planejou a morte dela, contando o auxílio de outras pessoas igualmente denunciadas pelo MP, as quais também já foram condenadas. Com relação a um dos autores, ainda será realizado novo júri. Restava, portanto, neste momento, tão somente o julgamento do mandante deste horrendo crime, concluído na data de ontem” explicou Lídia Malta.

Gilmara tinha 17 anos quando foi assassinada e estava gravida do cantor. Foto: Reprodução

O homicídio - O corpo de Gilmara dos Santos da Silva foi encontrado na BR-104, em Rio Largo, em 15 de maio de 2013. Ivanilson Monteiro foi apontado como mandante do assassinato e, Jomilto Soares Braga, foi denunciado pela prática do assassinato. O músico teria pago a quantia de R$ 1,2 mil pela execução da namorada. Também foram alvo da denúncia do MPAL Aldigesy Deodato da Silva, o Pinto, e Jomilto Soares, o Baiano. À época do ajuizamento da ação penal, o promotor Silvio Azevedo, que estava à frente da 3ª Promotoria de Justiça de Rio Largo, afirmou que o Ministério Público tinha convicção quanto a autoria e a materialidade do crime. Aldigesy Deodato da Silva foi considerado coator do homicídio porque articulou o assassinato e contratou o executor, Jomilto Soares de Braga.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Justiça mantém prisão de jovem suspeito de dopar e estuprar colega de escola em Alagoas Justiça mantém preso homem que chutou rosto de filha no Paraná Justiça do RJ condena acusado de matar ator Jeff Machado Defensoria Pública aciona Estado por superlotação e condições degradantes em cadeia de Maceió