Justiça nega pedido de absolvição de funcionário e dono de Hospital Veterinário

Publicado em 14/09/2021, às 11h15
Divulgação -

Assessoria TJ AL

A 6ª Vara Criminal de Maceió manteve o monitoramento eletrônico de Hélder Lima, veterinário do HVT (Hospital Veterinário do Trabalhador), e o Jairo Miranda dos Santos, dono do estabelecimento, acusados de maus tratos a animais. Foram negados ainda os pedidos da defesa de rejeição da denúncia e absolvição sumária dos réus. A decisão está no Diário da Justiça Eletrônico dessa segunda-feira (13).

LEIA TAMBÉM

O juiz Rodolfo Osório Gatto Herrmann considerou que não há argumentos suficientes que demonstrem a necessidade de retirada da medida cautelar, e que a denúncia atende aos requisitos formais previstos em lei. “A denúncia imputa aos acusados condutas típicas precisas [...]. A alegada inocência do réu não é pressuposto para que a denúncia seja considerada inepta. Se as provas correspondem ou não aos fatos alegados na petição inicial somente na sentença o juiz poderá se pronunciar definitivamente, após o devido processo legal”, diz a decisão.

O TNH1 não conseguiu contato com a defesa dos acusados, mas o espaço segue aberto para o posicionamento.

Ao pedir a absolvição sumária, a defesa alegou a impossibilidade da prática do crime de maus tratos em sua modalidade culposa (sem intenção). O juiz entendeu que as provas oferecidas pela defesa, que apresentou fotografias e relatos de clientes satisfeitos, são insuficientes para uma absolvição sumária.

O caso - Tutores relatam que deixaram seus animais de estimação para diagnósticos simples e foram surpreendidos com a notícia de que haveria a necessidade de internação e um plano a ser pago. Dias depois, o animal falecia, e uma alta conta era cobrada.

De acordo com o magistrado, as declarações indicaram falta de higiene quanto ao tratamento dos animais e do local, havendo sinais de que os cachorros e gatos não eram alimentados, não havia banho, e os curativos não eram trocados, além do preenchimento inadequado dos prontuários. Uma ex-funcionária do hospital relatou a existência de grandes tonéis pretos onde eram armazenados os corpos dos animais, cirurgias sem anestesia, falsos diagnósticos e não liberação de animais que estavam em condições de alta com a finalidade de aumentar o valor devido pelo cliente.

Foram adicionados no inquérito fotografias, cópias de contratos, exames e prontuários colacionados pelas vítimas, além de laudos médicos que apontam a falsidade do diagnóstico inicial dado pelo Hospital Veterinário do Trabalhador. A prisão preventiva dos réus foi decretada em junho deste ano.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Justiça mantém prisão de jovem suspeito de dopar e estuprar colega de escola em Alagoas Justiça mantém preso homem que chutou rosto de filha no Paraná Justiça do RJ condena acusado de matar ator Jeff Machado Defensoria Pública aciona Estado por superlotação e condições degradantes em cadeia de Maceió