Justiça ordena soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Publicado em 23/03/2026, às 13h29
Monique Medeiros - Tânia Rêgo / Agência Brasil

Yuri Eiras / Folhapress

Ler resumo da notícia

A juíza Elizabeth Medeiros Louro, do 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, decidiu pela soltura de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Monique seria julgada nesta segunda-feira (23) por sete jurados, mas uma manobra da defesa de Jairinho, outro réu pela morte de Henry Borel, fez com que a sessão plenária fosse cancelada. Jairinho, por sua vez, teve a prisão mantida.

LEIA TAMBÉM

A juíza entendeu que a defesa de Monique foi prejudicada pela manobra de Jairinho, com excesso de adiamentos para o julgamento.

A decisão da Justiça, com expedição imediato de alvará de soltura, é passível de recurso pelo Ministério Público. O STF (Supremo Tribunal Federal) também pode analisar o caso. Em 2025, o ministro Gilmar Mendes havia determinado nova prisão de Monique.

"A manutenção de sua prisão configura óbvio constrangimento ilegal, já que não pode suportar prejuízo decorrente de circunstância a qual não deu causa", disse a juíza.

"Em que pese o parecer contrário do MP, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo, razão pela qual relaxo a prisão e determino a imediata expedição de alvará de soltura a seu favor".

O promotor Fabio Vieira dos Santos afirmou que vai recorrer da decisão.

O abandono em plenário foi feito pela defesa de Jairinho como manobra para adiar obrigatoriamente a sessão. Nova plenária foi marcada para o dia 22 de junho.

ENTENDA O CASO

Henry morreu aos 4 anos após dar entrada em um hospital na zona oeste do Rio com múltiplas lesões pelo corpo. O caso teve grande repercussão nacional e levou à criação da Lei Henry Borel, que ampliou mecanismos de proteção a crianças vítimas de violência. Um dos pontos centrais é o aumento de pena para homicídios cometidos no ambiente doméstico contra menores de idade.

A lei tornou o homicídio contra menores de 14 anos um crime hediondo, qualificado, com penas de 12 a 30 anos, além de implementar medidas protetivas de urgência semelhantes às da Lei Maria da Penha.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Justiça mantém prisão de jovem suspeito de dopar e estuprar colega de escola em Alagoas Justiça mantém preso homem que chutou rosto de filha no Paraná Justiça do RJ condena acusado de matar ator Jeff Machado Defensoria Pública aciona Estado por superlotação e condições degradantes em cadeia de Maceió