Justiça prorroga inquérito e determina quebra de sigilo em caso de policiais mortos por colega de trabalho

Publicado em 03/06/2026, às 18h18
Yago Gomes Pereira (à esquerda) e Denivaldo Jardel Lira Moraes (à direita) foram mortos a tiros - Foto: Reprodução

Theo Chaves

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A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo telemático de Gildate Goes Moraes Sobrinho, investigado por matar a tiros dois colegas de trabalho no último dia 20, em Delmiro Gouveia, no Sertão. A medida atende a um pedido da Polícia Civil, que também teve o prazo do inquérito prorrogado para aprofundar as investigações.

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No pedido encaminhado à Justiça, o delegado Flávio Dutra de Melo, que faz parte da comissão que investiga o caso, havia solicitado autorização para acessar, extrair, analisar e compartilhar os dados encontrados no aparelho celular do policial, autor do crime.

Segundo o delegado, a medida buscava ampliar a perícia já autorizada anteriormente, permitindo não apenas a análise técnica do dispositivo, mas também o uso e compartilhamento institucional das informações obtidas durante a investigação.

Ainda no pedido, Flávio Dutra solicitou o afastamento do sigilo telemático das aplicações de internet instaladas no dispositivo apreendido. Após decisão favorável, a polícia passa a ter acesso a conteúdos armazenados em nuvem.


CONCLUSÃO DAS INVESTIGAÇÕES

A Justiça também autorizou, nessa segunda-feira (1°), a prorrogação do inquérito por mais 15 dias. Segundo a decisão, que atendeu a solicitação da comissão que investiga o caso, a medida é necessária devido à complexidade das diligências pendentes, entre elas a extração e análise forense dos celulares apreendidos e os exames de confronto balístico das armas recolhidas no local do crime. 


RELEMBRE O CASO

Gildate foi preso suspeito de matar dois outros agentes da Polícia Civil dentro de uma viatura descaracterizada, na madrugada do último dia (20), no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. As vítimas foram identificadas como Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.

Yago Gomes Pereira, de 33 anos, era natural de Aracaju, em Sergipe, enquanto Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, havia nascido em Sertânia, em Pernambuco. Os dois agentes atuavam na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

Em depoimento, o autor do crime revelou que havia consumido bebidas com alto teor de álcool junto aos agentes horas antes do duplo homicídio.

 
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