A Polícia Civil de Alagoas solicitou a quebra do sigilo telemático do policial Gildate Goes Moraes Sobrinho, que é suspeito de matar dois colegas dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira, 20, e gerou grande repercussão na corporação.
O delegado Flávio Dutra de Melo argumentou que a decisão anterior sobre a análise do celular de Gildate era insuficiente, e agora busca autorização para acessar e compartilhar dados do dispositivo, incluindo informações armazenadas em nuvem.
A Justiça de Alagoas deu um prazo de cinco dias para que o Ministério Público se manifeste sobre o pedido, enquanto a investigação continua em busca de mais evidências sobre o crime, que ocorreu após o consumo de álcool entre os envolvidos.
A Polícia Civil de Alagoas solicitou, nessa segunda-feira (25), a quebra do sigilo telemático de Gildate Goes Moraes Sobrinho, que matou a tiros dois colegas de trabalho no município de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano. O crime foi registrado na madrugada de quarta-feira, 20.
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No pedido encaminhado à Justiça, o delegado Flávio Dutra de Melo, que faz parte da comissão que investiga o caso, solicitou uma retificação da decisão que autorizou a “realização de análise no aparelho celular de Gildate Goes”. Segundo o delegado, a decisão original teria sido genérica e insuficiente para permitir a execução integral das diligências técnicas necessárias à investigação criminal.
Na solicitação, o delegado pede autorização para acessar, extrair, analisar e compartilhar os dados encontrados no aparelho celular do policial, autor do crime. A medida busca ampliar a perícia já autorizada anteriormente, permitindo não apenas a análise técnica do dispositivo, mas também o uso e compartilhamento institucional das informações obtidas durante a investigação.
Ainda no pedido, Flávio Dutra solicita o afastamento do sigilo telemático das aplicações de internet instaladas no dispositivo apreendido. Caso o pedido seja deferido, a decisão possibilitaria o acesso a conteúdos armazenados em nuvem.
Por último, o delegado pede autorização para eventual desmontagem do aparelho celular e acesso direto ao circuito integrado, caso as técnicas tradicionais de extração de dados sejam insuficientes.
A Justiça de Alagoas deu um prazo de cinco dias para que o Ministério Público (MP-AL) se manifeste sobre os pedidos.
RELEMBRE O CASO
Gildate foi preso suspeito de matar dois outros agentes da Polícia Civil dentro de uma viatura descaracterizada, na madrugada da última quarta-feira (20), no município de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. As vítimas foram identificadas como Denivaldo Jardel Lira Moraes e Yago Gomes Pereira.
Yago Gomes Pereira, de 33 anos, era natural de Aracaju, em Sergipe, enquanto Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, havia nascido em Sertânia, em Pernambuco. Os dois agentes atuavam na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.
Em depoimento, o autor do crime revelou que havia consumido bebidas com alto teor de álcool junto aos agentes horas antes do duplo homicídio.
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