Justiça prorroga prisão do ex-presidente da Nissan até 1º de janeiro

Publicado em 23/12/2018, às 11h49
Reuters -

FolhaPress

A pedido da Promotoria de Tóquio, a Justiça japonesa prorrogou, neste domingo (23), por dez dias a prisão de Carlos Ghosn, 64, ex-presidente do conselho de administração da Nissan, detido desde 19 de novembro.
A detenção provisória de Ghosn já havia sido foi prorrogada por 48 horas na manhã da última sexta-feira (21, fim de noite de quinta, 20, no Brasil).

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Agora, ele tem prisão prevista até 1º janeiro, quando os procuradores japoneses poderão pedir nova prorrogação de dez dias se julgarem necessário.

A decisão da Justiça ocorre logo após a Promotoria japonesa anunciar a terceira denúncia contra Ghosn, baseada na acusação de "tokubetsu haininzai" ("crime de traição especial") -no caso, traição financeira em relação à Nissan.

Ghosn havia sido detido inicialmente por 20 dias, até 10 de dezembro, quando foi interrogado sobre supostas fraudes cometidas. Ele é suspeito de ter ocultado US$ 44 milhões (R$ 169 milhões) do valor total de sua remuneração, entre 2010 e 2015.

A Promotoria, então, pediu a prorrogação por mais dez dias, que foi aceita, para investigar as suspeitas de fraudes do executivo brasileiro de 2015 em diante.

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