Lula se reúne com ministros no Alvorada e discute reação a sobretaxa de 50% de Trump

Publicado em 10/07/2025, às 13h08
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Folhapress

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou na manhã desta quinta-feira (10) uma reunião no Palácio da Alvorada para discutir a resposta do Brasil ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar as importações brasileiras em 50%, alegando medidas judiciais que ele considera injustas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e big techs.

LEIA TAMBÉM

O governo do Brasil também decidiu criar, segundo a Casa Civil, um grupo de estudos para definir qual será a reação a ser adotada ante a imposição das tarifas, que devem entrar em vigor a partir de 1º de agosto.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o governo está calibrando a reação que vai adotar e a tendência é que não deve agir prontamente.

Na quarta, em nota oficial após o anúncio de Trump, Lula disse que o Brasil responderia à imposição de tarifas comerciais usando a Lei de Reciprocidade, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente.

Na reunião, segundo a Reuters, o governo estuda o debate da via diplomática para verificar a efetividade e abrangência da medida anunciada. Na hipótese de uma reação aos Estados Unidos, a reportagem da Folha de S.Paulo apurou que técnicos no governo Lula consideram que uma elevação de impostos sobre produtos americanos não é o caminho mais eficiente.

Os principais produtos importados pelo Brasil dos EUA são motores e máquinas, óleo combustível, aeronaves e gás natural, além de medicamentos. Aplicar uma sobretaxa sobre essa pauta traria consequências econômicas indesejadas, com risco de contratar inflação, ainda de acordo com esse auxiliares.

Uma opção seria a chamada retaliação cruzada sobre serviços e propriedade intelectual, resposta que foi eficaz no passado numa disputa que Brasil e EUA travaram sobre subsídios que os americanos davam ao algodão.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Por que os custos da morte também devem entrar na conta do mês Cesta básica ficou mais cara em apenas duas capitais; Maceió é uma delas Isenção da “taxa das blusinhas” em compras até US$ 50 é sancionada Novas regras da CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões a motoristas em oito meses, diz governo