Defesa Civil utiliza tecnologia para monitorar bairros afetados pela mineração

Publicado em 12/09/2026, às 11h52
Monitoramento é realizado de forma ininterrupta no Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió. - Foto: Secom Maceió
Monitoramento é realizado de forma ininterrupta no Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió. - Foto: Secom Maceió

Por Secom Maceió

A Defesa Civil de Maceió mantém um sistema permanente de monitoramento das áreas afetadas pela subsidência do solo na capital alagoana. A estrutura reúne equipamentos de alta precisão, tecnologia de georreferenciamento, sensores e análises realizadas por satélite, permitindo o acompanhamento contínuo das condições geológicas e oferecendo informações importantes para a gestão e prevenção de riscos.

O trabalho é coordenado pelo Centro Integrado de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Maceió (Cimadec), que concentra os dados coletados pelos equipamentos e conta com uma equipe técnica especializada para interpretar as informações e acompanhar o cenário.

Entre os equipamentos utilizados estão 91 dispositivos de georreferenciamento por satélite (DGPS), capazes de identificar deslocamentos do solo em três dimensões. A rede de monitoramento também é formada por 26 sismógrafos, instalados tanto na superfície, quanto em profundidade, além de 13 tiltímetros, quatro inclinômetros e piezômetros.

Cada equipamento contribui para o acompanhamento de diferentes características do terreno, como deslocamentos, inclinações, deformações, temperatura e pressão no subsolo. As informações são transmitidas em tempo real e permitem que a equipe técnica acompanhe continuamente o comportamento da área monitorada.

O monitoramento também é complementado por análises periódicas realizadas por meio de satélites. Uma das técnicas utilizadas é a interferometria, que possibilita identificar deformações milimétricas no solo ao longo do tempo e amplia a capacidade de acompanhamento das áreas afetadas.

De acordo com o coordenador do Cimadec, Hugo Carvalho, o acompanhamento permanente é fundamental para identificar alterações e possibilitar uma atuação preventiva. “Trabalhamos com uma extensa rede de equipamentos e com análise constante dos dados, o que nos permite acompanhar qualquer alteração no comportamento do solo e agir de forma antecipada”, destacou.

Atuação integrada

Além do trabalho realizado pela Defesa Civil de Maceió, o acompanhamento da situação também envolve órgãos federais que atuam dentro de suas respectivas competências.

A Agência Nacional de Mineração (ANM) é responsável por receber e aprovar os processos e relatórios relacionados ao fechamento das minas, verificando se as etapas seguem os critérios técnicos e legais estabelecidos.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB), em conjunto com a Defesa Civil Nacional, também participa do acompanhamento do cenário. A atuação ocorre por meio da elaboração e análise de relatórios técnicos, avaliações especializadas e reuniões periódicas com a Defesa Civil de Maceió.

A integração entre os diferentes órgãos contribui para o acompanhamento contínuo da área e para o aprimoramento das informações utilizadas na tomada de decisões. O trabalho conjunto também fortalece a transparência dos dados e ajuda a garantir que as medidas adotadas estejam de acordo com as normas de segurança e com as boas práticas de gestão de riscos.

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