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Maceió amplia vacinação contra HPV para crianças vítimas de violência sexual

Publicado em 07/10/2026, às 12h57
Aplicação do imunizante exige a indicação e registro pelo serviço ou profissional de saúde que acolheu a vitima. - Foto: Reprodução/Prefeitura de Maceió

Secom Maceió

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A Secretaria de Saúde de Maceió (SMS), por meio da Coordenação Técnica de Imunização, está ampliando o público-alvo da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) para abranger crianças de 2 a 8 anos, de ambos os sexos, que tenham sido vítimas de violência sexual.

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A medida atende a uma nova recomendação, feita pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, que reconhece a alta vulnerabilidade desse grupo a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), entre elas o HPV.

“A ampliação representa uma medida adicional de prevenção, contribuindo para proteger contra tipos de HPV que ainda não tenham sido adquiridos e contra novas exposições, ajudando a evitar que o sofrimento das vítimas seja agravado por doenças futuras”, reforça a coordenadora técnica de Imunização do município, Eunice Amorim.

A vacinação das crianças de 2 a 8 anos vítimas de violência sexual, faz parte da estratégia especial do PNI e  exige a indicação e registro pelo serviço ou profissional de saúde que acolheu a vitima. Para meninas e meninos nessa faixa etária, o esquema recomendado é de uma dose da vacina HPV quadrivalente, administrada por via intramuscular.

As recomendações específicas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para vítimas de violência sexual contemplam também a faixa etária de 9 a 45 anos de idade.

COMO FUNCIONA O ATENDIMENTO

A vacinação deverá ser realizada nas salas de vacina do SUS, conforme o fluxo assistencial estabelecido. Quando o primeiro serviço que atende a vítima não possuir sala de vacinação, a criança deverá ser encaminhada para a unidade de saúde mais próxima para iniciar ou completar o esquema vacinal.

VACINAÇÃO É MEDIDA PREVENTIVA

A Coordenação Técnica de Imunização reforça ainda que a vacina não funciona como tratamento contra uma eventual infecção adquirida durante o ato de violência. Seu objetivo é oferecer proteção contra novos tipos virais, reduzindo os riscos reinfecções futuras e o desenvolvimento de lesões, verrugas anogenitais e cânceres associados ao vírus.

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