Madrasta e avó são presas por morte de menino com sinais de tortura

Publicado em 14/05/2026, às 10h20
- Divulgação

CNN Brasil

A madrasta e avó paterna do menino de 11 anos encontrado morto com severos sinais de tortura na região do Itaim Paulista, zona Leste da capital, foram presas na noite de quarta-feira (13), por suspeita de participação no crime.

LEIA TAMBÉM

As prisões ocorrem após as duas admitirem envolvimento e conhecimento da privação de liberdade da criança, que era mantida acorrentada dentro da própria residência.

Camilla Barbosa Dantas Felix, madrasta do garoto, e Aparecida Gonçalves, a avó paterna, foram detidas como um desdobramento das investigações sobre o caso, que já havia resultado na prisão em flagrante do pai da criança, Chris Douglas, na segunda-feira (11).

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) já havia sinalizado no início da semana que os familiares que tinham conhecimento da situação estavam sob o escopo da investigação.

Em depoimento logo após a descoberta do corpo, tanto Camilla quanto Aparecida admitiram às autoridades que sabiam que o menino, identificado como Kratos Douglas, era mantido preso ao pé da cama com uma corrente de metal.

As acusadas tentaram justificar a violência alegando que o método era utilizado apenas para evitar que o menor fugisse de casa.

Contudo, segundo o relato da própria madrasta à polícia, a avó Aparecida também era uma das responsáveis por prender as correntes na criança. A avó, por sua vez, declarou que o neto apresentava extrema magreza devido às fugas e confirmou que as lesões aparentes nas pernas do menino eram, de fato, causadas pelo uso das correntes.

No dia do óbito, as mulheres relataram que o menino estava "molinho", sem reação e debilitado, acionando o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) apenas após o agravamento agudo de seu estado de saúde.

Relembre o caso

O corpo do garoto foi encontrado por uma equipe médica de emergência já sem vida, caído no chão do quarto ao lado da cama.

A criança apresentava evidentes sinais de maus-tratos e tortura, incluindo hematomas severos nos braços, pernas e mãos, extremidades roxeadas e espuma na boca.

O boletim de ocorrência descreve a conduta da família como de extrema gravidade, ressaltando que o menino foi submetido a um intenso e contínuo sofrimento físico e mental que culminou em sua morte.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Saiba a partir de quando os trabalhadores poderão usar FGTS para quitar dívidas PF revela que Vorcaro usava o jogo do bicho e a milícia do RJ para ameaças Homem que se relacionou com Elize Matsunaga em Tremembé morre de forma trágica Após 11 meses, família de alagoano morto por PMs em SP ainda aguarda traslado do corpo