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'Mãe de todas as bombas': como é a arma poderosa que os EUA planejam usar contra o Irã

Publicado em 16/10/2026, às 14h32
MOAB, bomba do tipo lançado no Afeganistão - Força Aérea dos Estados Unidos

g1

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Os Estados Unidos planejam usar a bomba GBU-43/B, conhecida como "mãe de todas as bombas", em eventuais novos ataques contra o Irã. As informações foram divulgadas pela imprensa americana nessa quinta-feira (15).

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A arma poderia ser usada para destruir instalações nucleares e a infraestrutura energética iraniana, caso os planos sejam colocados em prática, segundo a CNN Internacional.

A retomada da ofensiva, no entanto, depende de uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A GBU-43/B é uma das armas convencionais mais poderosas do arsenal americano. Segundo especialistas, o poder de destruição dela só fica atrás do de uma bomba nuclear.

A arma recebeu o nome de MOAB, sigla em inglês para Massive Ordnance Air Blast, que pode ser traduzida como Explosão Aérea de Munição de Grande Porte.

A sigla também é associada à expressão Mother of All Bombs, ou "Mãe de Todas as Bombas", em referência ao seu poder de destruição.

A bomba pesa cerca de 9,8 toneladas e tem aproximadamente nove metros de comprimento.
A carga explosiva equivale a cerca de 11 toneladas de TNT.

Apesar do alto poder de destruição, ela é muito menos potente do que as bombas nucleares lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.

A MOAB foi testada pela primeira vez em março de 2003, na Flórida. Guiada por GPS, ela foi projetada para ser lançada de aeronaves militares de transporte, como o MC-130, com o auxílio de um paraquedas.

Desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana, a bomba foi projetada para atingir alvos em uma área extensa por meio de uma intensa onda de choque.

A arma já foi usada em combate pelos Estados Unidos. Em abril de 2017, forças americanas lançaram uma MOAB pela 1ª vez durante uma operação contra o grupo terrorista Estado Islâmico no Afeganistão.

Guerra em suspensão

Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o fim das eleições legislativas de meio de mandato — as midterms, marcadas para 3 de novembro.

Em uma publicação no começo de outubro, Trump descartou novos ataques contra o Irã até o final do mês e disse que os dois países estão tendo "discussões produtivas".

"Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (...) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos."

Depois da publicação, o Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra o Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações.

Apesar da suspensão dos ataques, não há nenhum acordo de trégua vigente entre os países.

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