Mesmo abaixo da média nacional, endividamento das famílias de Maceió continua alto

Publicado em 17/12/2021, às 14h09
Itawi Albuquerque / TNH1 -

Ascom Fecomércio-AL

Na contramão da tendência nacional, o nível de endividamento do maceioense mostra sinais de contração. Depois de crescer quase 20% entre os meses de maio e outubro, o indicador caiu 2,5% entre outubro e novembro, como aponta a Pesquisa de Endividamento do Consumidor (PEIC) realizada pelo Instituto Fecomércio AL em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).  Com o recuo, o nível de endividamento encontra-se similar ao de agosto passado.

LEIA TAMBÉM

Em termos nacionais, a pesquisa da CNC sinaliza que o nível de endividamento das famílias brasileiras chegou a 75,6%, em novembro, com inadimplência acima dos 26%. Em Maceió, embora com percentuais menos expressivos, mas preocupantes da mesma forma, o endividamento marcou 68,5%, com inadimplência estável em 19,3% (mantém-se na faixa de 19% há quatro meses).

Na comparação mensal (out./nov.), em números absolutos, 5.327 famílias saíram do patamar de endividados, saindo de 213 mil para 208 mil, enquanto a quantidade de famílias com dívidas em atraso acompanhou o movimento de estagnação. Com isso, mais 182 famílias ingressaram no grupo de inadimplentes no último mês, totalizando 58.659 famílias, quando, em outubro, correspondia a 58.477.

O assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Victor Hortencio, ressalta que é importante frisar que, mesmo tendo recuado, o endividamento das famílias continua em alta e, em termos anuais, cresceu 6,9% (nov.20/nov.21). “Esse movimento de alta não se repete quando analisamos as subcategorias de ‘endividados com contas em atraso’ e dos que ‘não terão condições de pagar’, que continuam abaixo dos níveis vistos em novembro do ano passado, com 6,7% e 44%, respectivamente”, avalia.

Ainda de acordo com a pesquisa, 54,4% das famílias que possuem dívidas comprometem 30,3% da renda com o pagamento de compras parceladas num período de três a seis meses. “Sempre é importante frisar que o nível considerado sadio para o comprometimento de renda é de, no máximo, 30% dos ganhos familiares”, enfatiza o economista.

Pela praticidade de acesso, o cartão de crédito permanece de forma quase absoluta como o principal meio de endividamento, com 98,7% de uso – a média nacional para esta modalidade é de 85,2%. E como as dívidas podem ter fontes de origem diferentes, aumentou a procura por carnês, chegando ao percentual de 28,5% na carteira de endividamento das famílias.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Dia de Cooperar 2026 acontece neste sábado em Maceió com serviços gratuitos Feira de empreendedorismo reúne mulheres atendidas em projeto social no Vera Arruda Maceió realiza hoje procissão de Nossa Senhora dos Prazeres; trânsito é alterado Confira o funcionamento de feiras e mercados públicos no feriado