☰
✕

Michelle diz a jornal que estará pronta para assumir "candidatura política"

Publicado em 24/09/2025, às 11h34
Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama - Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados

Redação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista publicada pelo The Telegraph nesta quarta-feira (24), que se necessário, estará pronta para assumir uma eventual candidatura em 2026. Ao jornal britânico, Michelle também falou sobre a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

LEIA TAMBÉM

"Vou me erguer como uma leoa para defender nossos valores conservadores, a verdade e a justiça. Se, para cumprir a vontade de Deus, seja necessário assumir uma candidatura política, estarei pronta para o que quer que ele [Deus] peça a mim", ressaltou a ex-primeira-dama, cujo nome tem sido ventilado como opção para disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal ou, até mesmo, à Presidência da República em 2026.

Para Michelle, o julgamento na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) que levou à condenação do ex-presidente Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por participar de uma trama golpista é uma "farsa judiciária".

"As acusações fabricadas contra meu marido foram uma tentativa de esconder sérias violações que ocorrem no Brasil, embora as acusações tenham exposto essas violações", declarou.

Com a prisão domiciliar de Bolsonaro, Michelle aponta que sua atenção está voltada aos "cuidados das minhas filhas e do meu marido neste momento delicado". O objetivo, segundo ela, é evitar que a "perseguição e humilhação infligida a nós, conservadores, não destrua minha família ou as de muitos outros que são injustamente atingidos por essa perseguição covarde".

Na conversa com o Telegraph, Michelle ainda comentou a série de sanções impostas a autoridades brasileiras pelo governo de Donald Trump. Na avaliação da ex-primeira-dama, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "parece querer provocar o caos no Brasil para então atribuí-lo a Trump, como forma de explorar o cenário caótico que, na realidade, foi criado por suas próprias políticas".

"Nós não desejamos sanções para o Brasil, mas não temos influência sobre os Estados Unidos. No entanto, podemos claramente identificar os responsáveis pelas sanções: Lula e Alexandre de Moraes, cujas ações provocaram esta crise", concluiu Michelle.

 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Oposição tenta evitar PEC 6x1 antes do 2º turno, mas Alcolumbre diz que votação está mantida Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da escala 6x1 PSOL aciona MP-SP após ataque transfóbico de deputada mais votada da Alesp contra Erika Hilton Cresce número de mulheres eleitas para o Congresso Nacional