Militar acusado de matar irmãos no Village se apresenta no sistema prisional

Publicado em 09/03/2017, às 10h50

Redação

O policial militar acusado de envolvimento na morte de dois irmãos no conjunto Village Campestre, em Maceió, em março de 2016, se apresentou e foi recolhido ao Presídio Militar no dia 23 de fevereiro, após prisão preventiva decretada pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital.

LEIA TAMBÉM

Segundo o secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Marcos Sérgio Freitas, a apresentação de Johnerson Simões Marcelino foi espontânea e ele permanece no Presídio Militar, em Maceió.

O cabo Johnerson foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE) pelo crime de homicídio doloso e duplamente qualificado pelo assassinato dos irmãos Josivaldo Ferreira Aleixo e Josenildo Ferreira Aleixo, durante uma abordagem policial de rotina. Eles tinham problemas mentais e estavam desarmados.

O militar também responde por homicídio culposo pela morte do pedreiro Reinaldo da Silva Ferreira, ocorrida no mesmo incidente. A investigação apontou que o pedreiro foi vítima de uma bala perdida quando os tiros foram disparados contra os irmãos. 

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), Johnerson e seu companheiro de farda, o soldado Jailson Stallaiken Costa Lima, serão responsabilizados pelo crime de fraude processual, já que teriam ‘plantado’ armas na cena do crime, para alegar durante o processo que as vítimas teriam reagido à abordagem.

O crime causou comoção na sociedade, pois os adolescentes mortos tinham problemas mentais e estavam a caminho da casa de parentes quando foram abordados pela guarnição do 5º Batalhão, da qual os acusados faziam parte.

Após o fato, de acordo com o Ministério Público, o cabo ainda pediu apoio a uma segunda guarnição, que fez o socorro das vítimas. Enquanto isso, outros militares ficaram no local. Um deles, o soldado Jailson, teria lhe dado apoio para forjar a cena do crime. "Foi nesse momento que eles implantaram pistola, espingarda e munições entre os pertences das vítimas", denunciou o promotor José Antônio Malta Marques.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Mulher é presa após perseguir ex-companheira, danificar carro e causar confusão em Ipioca Ex-companheiro agride mulher com socos na cabeça no Benedito Bentes Suspeito de incendiar companheira por ciúmes foi preso enquanto recebia atendimento na UPA do Tabuleiro Foragido há 17 anos por tentar matar o enteado a golpes de foice é preso no interior de Alagoas