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Ministro da Justiça não pode continuar desobedecendo à Constituição, diz Jungmann

Publicado em 08/03/2016, às 17h33
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Redação

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) classificou de "esdrúxula" a nomeação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e disse nesta terça-feira, 8, que ele "não pode continuar desobedecendo, desrespeitando a Constituição Federal, que está sendo agredida".

O deputado é o autor da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que pede a anulação do decreto da presidente Dilma Rousseff que nomeou o novo ministro, na semana passada. Jungmann e o líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), se reuniram nesta terça com o relator do caso, ministro Gilmar Mendes. 

No encontro com o ministro, o parlamentar defendeu que a nomeação de Wellington a um cargo no Executivo é inconstitucional. Para ele, apesar de o ministro ter pedido desligamento do cargo de procurador-geral adjunto da Bahia, ele continua em situação ilegal.

"Isso (o pedido de exoneração do ministro) não bastou, evidentemente. Não se trata do cargo comissionado de procurador-adjunto, mas da condição efetiva de membro do Ministério Público", afirmou Jungmann ao sair da reunião.

Jungmann argumentou que a Constituição é clara na defesa da autonomia do Ministério Público. "Nem juízes nem membros do MP podem se subordinar a outro poder, pois isso seria comprometer a independência que foi tão buscada pela Constituinte de 88".

Antes de ser exonerado e tomar posse, Wellington César ocupava o cargo de procurador-geral de Justiça adjunto para assuntos jurídicos do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Ele, que é ligado ao ministro Jaques Wagner (Casa Civil), continua, no entanto, no cargo de procurador da Justiça, que é vitalício.

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