Manobra perigosa de motociclista por app provocou queda e morte de condutora grávida, diz polícia

Publicado em 25/06/2025, às 15h35
Renata Maria Silvério, de 28 anos, morreu atropelada por um caminhão - Foto: Reprodução

Theo Chaves

A Polícia Civil de Alagoas indiciou por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) o motociclista de aplicativo envolvido no acidente que resultou na morte de Renata Maria Lima Silvério, de 28 anos, que estava grávida de dois meses. A vítima, também motociclista, foi atropelada por uma caminhão na Avenida Fernandes Lima, no último dia 7, na parte alta da capital alagoana.

LEIA TAMBÉM

De acordo com o delegado Carlos Reis, coordenador da Delegacia de Trânsito, testemunhas foram ouvidas e elas apresentaram a mesma versão: o motociclista de aplicativo teria realizado uma manobra perigosa, que acabou provocando a queda de Renata.

"Uma das testemunhas que ouvimos foi o passageiro da motocicleta que se envolveu no acidente. Ele relatou que o condutor da moto estava andando pelo corredor da Avenida Fernandes Lima e que estava em alta velocidade. Essa testemunha ainda disse que o motociclista de aplicativo teria buzinado para ultrapassar a vítima, que estava conduzindo outra moto. Ele ainda teria feito uma manobra perigosa. As motocicletas teriam se tocado, o que acabou provocando a queda dela. Em seguida, a vítima foi atropelada por uma carreta", explicou Reis.

Segundo o delegado, durante a manobra perigosa, o passageiro deixou cair uma pasta com documentos. Ele e o condutor teriam retornado para recuperá-la e, ao voltarem para o local, se depararam com a vítima já atropelada por um caminhão.

"Esse passageiro também relatou que, durante a manobra, deixou cair uma pasta com documentos. Ele o motociclista retornaram pela contramão da avenida até o local onde aconteceu o acidente e se depararam com a vítima caída e já atropelada pelo caminhão. Eles esperaram o socorro médico, porém a morte dela foi constatada pelos socorristas", completou.

Suspeita de assédio é descartada

Em entrevista ao TNH1, o delegado explicou que a hipótese de que Renata Maria Silvério teria perdido o controle da direção após, supostamente, ter sido assediada por um homem foi descartada.

"Os depoimentos das testemunhas são uniformes e consistentes. Todas citam que o motociclista por aplicativo estava trafegando pelo corredor e buzinando. Essa prática é comum pelos motociclistas. Não há indícios de que tenha ocorrido assédio no trânsito", finalizou.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Suspeito de matar ex-esposa enforcada em Arapiraca tentou suicídio, mas disse a amigo que corda se rompeu Suspeitos de furto de moto em estacionamento de shopping são presos em Maceió Trio preso em Rio Largo acumula mais de 20 registros por furtos, roubos e tráfico de drogas Motociclista é parado pela polícia após manobras perigosas e é flagrado com drogas e armas