MP questiona decreto que permite retirar cobertor de morador de rua em São Paulo

Publicado em 28/01/2017, às 22h16
-

Redação

O Ministério Público de São Paulo instaurou um procedimento administrativo para apurar o decreto publicado pelo prefeito João Doria, que permite a retirada de cobertores e pertences de pessoas em situação de rua por guardas municipais. O procedimento pode resultar na instauração de um inquérito civil, segundo informou o MP.

LEIA TAMBÉM

Decreto anterior, publicado na gestão do ex-prefeito Fernando Hadadd, proibia a retirada dos cobertores pela guarda municipal. Em ofício enviado à Secretaria Municipal de Assistência Social, os promotores questionam por que foi suprimida no novo decreto de atendimento à população de rua a proibição de recolhimento dos itens portáteis de sobrevivência como cobertores, colchonetes, mantas, travesseiros e lençóis.

Em nota, a prefeitura informou que “entende como oportuno e importante o procedimento da Promotoria dos Direitos Humanos, que vai ajudar a dar agilidade ao atendimento prestado pelos agentes públicos às pessoas em situação de rua de São Paulo”.

A nota destaca ainda que a subtração de cobertores está descartada e que os servidores municipais são instruídos "a dar atendimento humanitário e não-discriminatório a este público”.

No inverno do ano passado, quando a capital paulista registrou 0°C de temperatura, cinco moradores de rua morreram em razão do frio ou de patologias agravadas pelas baixas temperaturas, segundo informou a Arquidiocese de São Paulo à época.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Anvisa manda recolher lotes de creatina e BCAA por falhas sanitárias Deolane tinha planos de transferir dinheiro do PCC para Dubai, aponta MP Resort do traficante “Peixão” está no centro de investigação contra deputado no RJ Polícia investiga caso de estupro coletivo contra adolescente na Grande BH