Flávio Gomes de Barros
Até esta sexta-feira, faltando menos de 48 horas para as eleições, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas recebeu 27 denúncias de assédio eleitoral referentes a 2026, envolvendo os setores públicos e privados.
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Um dos casos mais rumorosos envolve Rico Melquíades, influenciador digital acusado de assédio eleitoral contra suas empregadas domésticas, "coagindo a equipe por divergêbcias oilpiticas, expobdi dados pessoais nas redes sociais e ferindo a digidade das trabalhadoras", como explicou o MPT em ação civil pública movida contra ele.
Através da gravação de um vídeo, Melquíades fez uma retratação em relação ao episódio, afirmando dentre outras declarações:
"Peço de coração desculpa a todos os trabalhadores que se sentiram ofendidos com o vídeo que eu postei."
Outro dos casos foi uma ação civil pública movida pelo MPT contra a Prefeitura de Igreja Nova, que foi proibida de "praticar qualquer ato de discriminação, perseguição, intimidação, constrangimento ou retaliação contra servidores, empregados públicos, terceirizados e demais trabalhadores em razão de suas convicções político-eleitorais".
A medida também veda ao município "utilizar a Gestão de Pessoal como punição velada ou represália eleitoral, como realizar transferências de unidade, cortar plantões, cancelar transporte funcional e outras medidas".
Fazendo referência ao Artigo 301 do Código Eleitoral, que trata do uso de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido, o procurador regional eleitoral em Alagoas, Marcial Duarte Coêlho, explica que emprego e salário não podem ser usados para impor ou tentar influenciar o voto de trabalhadores.
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