Folhapress
Uma professora de 25 anos denunciou à Polícia Civil de Pernambuco ter sofrido violência sexual após ser mordida e agarrada pelo instrutor de academia Filipe Gomes da Silva no Recife. Imagens de câmera de segurança da Academia ElevaFit, no bairro de Passarinho, na zona norte, flagraram o momento.
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O caso ocorreu em 19 de maio. A vítima disse que foi informada da demissão do suspeito, mas voltou a encontrá-lo no local na noite da última quarta-feira (19), o que a levou a registrar novo boletim de ocorrência.
A Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado para apurar todos os fatos e "a investigação segue em andamento". O caso foi registrado inicialmente como importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal.
A reportagem não conseguiu identificar o responsável pela defesa do instrutor.
A ElevaFit afirmou, em nota, que tratou o relato com seriedade e responsabilidade desde o primeiro momento, realizando o desligamento do profissional. Posteriormente, acrescentou, Silva foi chamado "excepcionalmente para a cobertura de duas diárias".
Câmeras de segurança mostraram o instrutor, em maio, se aproximando e abraçando-a por duas vezes, enquanto a vítima tentava afastá-lo com os braços.
A professora, que pediu para não ser identificada, contou que ficou sem reação após a abordagem. Nas palavras dela, "foi desesperador, horrível".
A mulher se recorda que, após soltá-la, ele fez um gesto de coração com as mãos e disse ter sido uma brincadeira.
Três dias depois, a vítima procurou uma delegacia de polícia em Olinda, na região metropolitana do Recife, próxima ao trabalho. Ela afirma ter registrado um boletim de ocorrência, mas que também ouviu do policial que deveria ter procurado uma delegacia na capital logo após o ocorrido.
Ela não fez, conta, por medo, porque quando acontecem casos assim "a mulher que fica como errada".
Ela entregou a cópia do boletim para a proprietária da academia e conta que ouviu que poderia ficar tranquila porque o instrutor seria demitido e não teria mais acesso ao estabelecimento.
Na última quarta-feira (19), entretanto, a professora foi à academia em um horário diferente do que costuma e encontrou o profissional no local. "Levei um susto."
A professora disse esperar que o instrutor seja punido e que os profissionais que atuam no setor entendam que "não podem chegar assim na mulher, tocar, fazer o que quer".
A ElevaFit disse auxiliar a vítima. A empresa afirmou que o retorno do instrutor ao local se deu "diante do afastamento médico simultâneo de profissionais da equipe e após tentativas, sem êxito, de encontrar substitutos disponíveis".
O Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região/Pernambuco manifestou repúdio e informou ter solicitado acesso ao inquéritopara "reunir os elementos necessários à apuração dos fatos e à eventual instauração de processo ético-disciplinar."
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