Mulher faz ataque racista em lanchonete no Rio de Janeiro: 'Odeio preto'

Publicado em 01/08/2023, às 14h31
Reprodução -

g1

A Polícia Civil do RJ investiga um caso de racismo em uma lanchonete em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O episódio foi no McDonald’s da Rua Artur Rios na madrugada de segunda-feira (31). 

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A vítima foi Mattheus da Silva Francisco, de 22 anos. A confusão começou depois que uma mulher, que se identificou como Amanda Queiroz Ornela, disse que a fila do caixa foi furada.

O que foi dito

Mattheus e outros clientes passaram a gravar o bate-boca — o momento exato da suposta primeira ofensa não foi registrado.

Em outro momento da discussão, Amanda disse “ser casada com milícia”.

Clientes impediram que ela fosse embora até a chegada da Polícia Militar.

Mattheus prestou queixa na 35ª DP (Campo Grande). Amanda foi conduzida para a delegacia e, num primeiro momento, negou as acusações, mas depois manifestou o desejo de ficar em silêncio.

Mulher não tem registro

Mesmo na delegacia, a mulher insistia em dizer que era médica. “Vão me segurar, tô devendo a ele, beleza, tô errada, show... vamos para a sentença, mas pô, me segurar aqui tá errado”, argumentou.

Um policial perguntou se ela realmente era médica. “Médica psiquiatra, porque para ser psiquiatra tem que ser médica, filho, 8 anos”, respondeu.

Mas o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) disse que não identificou nenhum registro no sistema no nome dela.

O que disse a polícia

A Polícia Civil explicou que as imagens apresentadas foram incluídas ao procedimento. “No entanto, não capturaram a conduta criminosa e sim momento posterior”, destacou. “Funcionários do estabelecimento serão ouvidos e imagens de câmeras de segurança do local foram requisitadas”, emendou.

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