Mulher morre após escorregar ao passar repelente e cair de gruta onde faria rapel

Publicado em 16/06/2026, às 16h45
- Reprodução/Redes Sociais

Terra

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Uma mulher de 59 anos caiu de uma gruta na manhã de domingo (14), em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Rosemary Suzart Garcia, participava de uma trilha quando sofreu o acidente antes de rapel na Gruta do Spar.

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Segundo relatos de testemunhas à polícia, Rosemary já utilizava alguns equipamentos de segurança necessários para a atividade, como capacete e luvas, mas estava sem corda. O grupo seguia por uma trilha íngreme em direção ao ponto de ancoragem quando ocorreu a queda.

De acordo com os depoimentos, a vítima passava repelente no corpo quando perdeu o equilíbrio. Ao levantar uma das pernas durante o procedimento, o pé de apoio teria escorregado, fazendo com que ela caísse em direção ao precipício de cerca de 30 metros.

Rosemary integrava um grupo de 15 pessoas que participava da atividade. Uma das testemunhas, Giovani Maximino, relatou que o guia responsável tentou impedir a queda, mas não conseguiu alcançá-la devido à inclinação do terreno. “O guia tentou segurá-la e quase caiu também. Foi tudo muito rápido”, contou.

Em depoimento à polícia, o instrutor afirmou que correu em direção à vítima e tentou segurá-la pelo braço. Segundo ele, chegou a tentar alcançá-la, mas precisou se agarrar a uma raiz para evitar cair junto.

O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 10h44. Quando as equipes chegaram ao local, Rosemary já estava sem vida. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Gonçalo.

Moradora do bairro de Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Rosemary teve a família localizada horas depois do acidente. Segundo integrantes do grupo, foi necessário um esforço para encontrar os contatos dos familiares e comunicar a tragédia.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da queda e realizou perícia no local.

Em nota, a Prefeitura de Maricá informou que a área onde ocorreu o acidente é uma propriedade privada situada dentro dos limites do Refúgio de Vida Silvestre Municipal de Maricá. O município esclareceu que não é responsável pela autorização, fiscalização ou interdição de atividades de rapel realizadas em local privado.

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