Mulher que fingiu câncer para conseguir arrecadações e viajar para a Austrália é procurada pelo FBI

Publicado em 31/05/2026, às 21h39
- Reprodução

O Tempo

Uma mulher da Pensilvânia está na lista de procurados do FBI acusada de simular câncer cerebral terminal para obter doações. Vanessa O'Rourke, de 37 anos, teria mobilizado amigos e familiares e arrecadado mais de US$ 10 mil  alegando necessitar de tratamento médico experimental. As investigações apontam que ela usou os recursos para financiar viagens de lazer à Austrália entre 2015 e 2016.

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Segundo o jornal do Reino Unido, Daily Mail, a mulher declarou em 2015 que havia sido diagnosticada com glioblastoma (forma agressiva de câncer cerebral), uma forma agressiva e frequentemente fatal de câncer cerebral. Ela informou familiares e amigos que precisava viajar à Austrália para tratamento médico experimental entre outubro de 2015 e julho de 2016, de acordo com comunicado do FBI. 

Investigadores descobriram O'Rourke viajou à Austrália em abril de 2016 e que durante a estadia no país, ela teria se envolvido em diversas atividades de lazer sem receber qualquer tratamento médico.

Após retornar da primeira viagem, O'Rourke voltou para a casa , na Pensilvânia, nos arredores de Filadélfia e convenceu seus familiares a criar uma página de arrecadação de fundos. A família chegou a organizar um evento beneficente em um restaurante local com entrada de US$ 20. O'Rourke utilizou os recursos arrecadados para viajar novamente à Austrália no final de 2016.

O'Rourke era estudante de cirurgia cerebral de 28 anos na Temple Med quando iniciou o esquema. Ela arrecadou US$ 11.740 em doações de mais de 140 pessoas através da plataforma GoFundMe. Jornais locais que publicaram a campanha de arrecadação em 2016 informaram que seus familiares escreveram na página que ela estava estudando na Temple Med, em Filadélfia, na Pensilvânia, para se tornar neurocirurgiã.

Ela foi indiciada por 15 acusações de fraude eletrônica no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste da Pensilvânia em 3 de maio de 2018. Um mandado de prisão internacional foi emitido, mas a mulher não foi localizada. Promotores acreditam que ela esteja residindo em Queensland, na Austrália.

 

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