Mulher que matou advogado italiano em Maceió será julgada nesta quarta-feira

Publicado em 13/12/2021, às 17h01
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Redação, com MP-AL

O Tribunal do Júri da 7ª vara Criminal vai julgar nesta quarta-feira, 15, Cléa Fernanda Máximo da Silva, ré confessa do assassinato do namorado, o advogado italiano Carlo Cicchelli, de 48 anos, que teve o corpo encontrado em novembro de 2018. O julgamento acontecerá no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió.

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Foram reservados três dias para o júri – da quarta à sexta-feira –, mas o promotor de Justiça, Dênis Guimarães, acredita que seja concluído antes. Familiares do italiano estão na lista das testemunhas que serão ouvidas.

“O crime foi bárbaro, de repercussão internacional, e a ré teve uma reação fria após o assassinato escondendo o corpo na própria residência do casal. Ainda teve a capacidade de se passar pelo senhor Carlo Cicchelli para extorquir a família e mesmo ouvindo o clamor dos familiares da vítima, manteve a mentira e a frieza de continuar ocultando o cadáver. Como assumiu o crime e já foi esclarecido, acredito que não se estenda até a sexta, mas posso garantir que o Ministério Público se empenhará e pedirá pena máxima com todas as qualificadoras que puderem agravar a condenação”, explica o promotor Dênis Guimarães.

Entenda o caso - O corpo do italiano Carlo Cicchelli foi encontrado pela Polícia Civil de Alagoas no dia 5 de novembro de 2018. O corpo ficou escondido por um mês em um dos cômodos da casa, envolvido em sacos plásticos e, para amenizar o mau cheiro, pelo estado avançado de decomposição, e também para não despertar a desconfiança dos vizinhos, colocou carvão, perfume e outros produtos. O crime teria ocorrido em um ritual de magia

Carlo Cicchelli e Cléa Máximo começaram a namorar em Turin, na Itália, onde eram vizinhos. Até que ele decidiu morar com ela em Maceió, no bairro da Ponta Grossa. Por dois meses a família do estrangeiro ficou sem notícias dele e começou a estranhar. Cléa, por sua vez, passando-se pelo namorado, começou a manter contato pedindo dinheiro. 

Horas após familiares e amigos denunciarem o desaparecimento do advogado italiano, Carlo Cicchelli, cujo último contato com a família havia sido feito no último dia 27 de setembro, a polícia prendeu Clea Fernanda Máximo da Silva, com quem Cicchelli tinha um relacionamento desde 2014. Somente após algum tempo, ela confessou ser a responsável pelos contatos e criou versões para convencer a família a enviar os valores pedidos, entre elas que havia se envolvido com a filha de um traficante, estava escondido, ameaçado de morte e precisava do dinheiro para fugir, o que estranharam. 

À época, o crime teve repercussão internacional, com diversos portais italianos relatando o assassinato. 

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