Nalva: “minhas mãos são abençoadas”

Publicado em 25/03/2015, às 12h39

Redação

Tradição de 25 anos: galinha ao molho pardo de Nalva tem o molho encorpado e a porção para lá de generosa

O convite era apenas para conhecer a famosa galinha ao molho pardo da Marinalva Nunes, conhecida carinhosamente como Nalva, na cidade de Maragogi (Litoral Norte de Alagoas), mas, na mesa ao lado, o aroma da peixada foi um sinal de que no restaurante tem outros quitutes da legítima cozinha alagoana. E assim comecei a minha expedição: na sexta-feira, a galinha; no sábado, a peixada; e para finalizar, no domingo, a lagosta. Vida difícil…!

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São 25 anos de restaurante da Nalva, e, nesse tempo, a galinha ao molho pardo (sangue) é divina. O molhinho é daqueles dos bons, de fazer a gente esquecer a etiqueta e, com mãos, aproveitar ao máximo o caldinho. A ave não é velha, mas também não é congelada; nossa Nalva compra todo dia.

Qual o segredo do sucesso? “As mãos abençoadas” – como diz Nalva, que trabalha com esmero na cozinha -, a galinha cozida nos temperos e, por último, o sangue batido; a galinha chega à mesa macia. Para acompanhar, feijão caseiro (dos bons), arroz e salada. E tem mais: no cardápio, a porção é para duas pessoas, mas comem bem três.

Peixada dos meus sonhos: peixe frito com pirão escabeche (molho de tomate) com aroma de pimenta de cheiro

A peixada que me encantou pelo aroma é digna de elogios. Na cozinha da Nalva, só entram os pescados nobres: arabaiana, cavala e dourada, e todos comprados em Maragogi.

Para saborear o peixe, pedi uma porção para uma pessoa, também bem servida. E confesso: é de comer rezando! A posta frita vem escoltada pelo pirão escabeche (molho do próprio tomate), arroz e salada. O caldo do pirão é feito com as cabeças do peixe, o que dá mais sabor, e a pimenta de cheiro cozida no caldo dá perfume e um frescor.

Lagosta apenas na manteiga, para acompanhar uma cerveja bem gelada

A lagosta no leite de coco ou na manteiga também é outra estrela do restaurante da Nalva. O crustáceo é fermentado na água com sal, depois é retirado o casco e o filé da calda é refogado na manteiga e sal. Resultado: o sabor da própria lagosta sem muita interferência.

Doces caseiros de jaca, banana em rodelas e mamão são coisas de mãe. E as cocadas com leite condensado são perfeitas; a de coco queimado é um espetáculo.

Cocada de coco queimado da Nalva é imperdível

No mais, só tenho a agradecer ao Vagner Oliveira e ao Zé Lira pelas valiosa e saborosa dicas do restaurante da Nalva, que começou trabalhando como doméstica, juntou suas economias para realizar o sonho de ter seu próprio restaurante e há 25 anos tem um empreendimento familiar, patrimônio da gastronomia alagoana no Sítio de Peroba.

Nalva, diva da culinária alagoana, começou trabalhando como doméstica e há 25 anos tem seu próprio restaurante na cidade de Maragogi no Sitio de Peroba

Rota Restaurante da Nalva

Preços: entradas de R$ 18,00 a R$ 45,00 (lagosta) / Prato principal para duas pessoas de R$ 40,00 a R$ 68,00. Todas as porções são generosas.

Aceita cartões

Funciona todos os dias, das 7 horas (com café da manhã) às 17 horas

Sítio Peroba – Rodovia AL-101/Norte, Maragogi. Telefone: 3296-8130

Para a produção da reportagem do restaurante da Nalva, contei com o apoio da agência receptiva Corais do Maragogi (www.coraisdomaragogi.com), que promove passeios pelas piscinas naturais, Recife e Olinda, Praia dos Carneiros, Porto de Galinhas. Também faz o translado dos turistas para pousadas e restaurantes e locação de veículos, ótima opção para curtir Maragogi sem se preocupar em dirigir, ou seja, beber sem excesso e evitar acidentes. Telefone: (82) 3296-2286/9341-2904.


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