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Nova caneta emagrecedora Semaclique chega às farmácias com preço a partir de R$ 333

Publicado em 06/11/2026, às 10h31
- Ilustração/Freepik

Luiza Lopes/Folhapress

A Semaclique, nova caneta emagrecedora comercializada pela Brace Pharma, empresa do Grupo EMS, chega às farmácias nesta sexta-feira (6). O medicamento será vendido por R$ 464,81 cada unidade ou R$ 333 por unidade na compra de um pacote com três canetas, segundo a empresa.

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O produto contém semaglutida, substância que imita a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo que participa do controle da glicose e da saciedade.


Ao ativar os receptores desse hormônio, o medicamento ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue, reduz o apetite e prolonga a sensação de estômago cheio.


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro do Semaclique em 17 de agosto, na categoria de medicamento similar.


Produzido pela farmacêutica Germed, também integrante do Grupo EMS, o produto tem como referência o Ozivy, medicamento à base de semaglutida desenvolvido pela EMS.


A autorização permite o uso em adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente os níveis de açúcar no sangue, associado a dieta e exercícios físicos. A indicação não inclui o tratamento da obesidade.


Uma das características da caneta é o sistema de aplicação por cliques. Segundo a Brace Pharma, o dispositivo reúne diferentes possibilidades de dosagem em uma única caneta de aplicação semanal, permitindo ajustes graduais conforme a orientação médica.


Com isso, o paciente não precisaria comprar outra a cada mudança na dose. A empresa afirma que o mecanismo pode facilitar a adaptação ao tratamento, especialmente durante a fase de aumento gradual da dosagem, conhecida como titulação.


Nesse período, podem ocorrer efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas, vômitos, constipação e dor abdominal, que levam alguns pacientes a interromper o uso.
O custo também é apontado pela farmacêutica como um obstáculo à continuidade da terapia.


Um levantamento realizado pela empresa com 1.067 médicos indica que, na avaliação dos profissionais consultados, apenas 28% dos pacientes aptos ao tratamento teriam condições financeiras de arcar com os custos.


MERCADO DE SEMAGLUTIDA GANHA NOVAS MARCAS


O lançamento ocorre em meio à ampliação da oferta de medicamentos à base de semaglutida no Brasil. Com o fim da patente da substância, em março de 2026, outras farmacêuticas passaram a desenvolver versões do medicamento.


A primeira versão sintética aprovada pela Anvisa após o fim da patente foi o Ozivy, da EMS, em maio. O produto chegou às farmácias em junho. Em julho, a agência autorizou outras cinco marcas: Owozy, da Ávita Care; Seemasun, da Sun Farmacêutica; Zempneo, da Brainfarma; Semavy, da Cosmed; e Orsema, da Ranbaxy.


Em agosto, foram aprovados o primeiro genérico de semaglutida da EMS, o similar Semaclique, da Germed, e outro genérico da Germed. No fim do mesmo mês, a agência também registrou o Yluméc, da EMS. Em outubro, foram autorizados Embeltah e Sevema, da indiana OneSource Specialty.


Nem todos os medicamentos registrados já estão disponíveis para compra. Em outubro, além do Ozivy, o Semavy também chegou às farmácias.


O mercado brasileiro já contava ainda com outras marcas de semaglutida comercializadas pela Eurofarma em parceria com a farmacêutica Novo Nordisk.


Desde outubro de 2025, a empresa vende o Extensior, indicado para diabetes tipo 2, e o Poviztra, para obesidade e sobrepeso com comorbidades. Os produtos são compostos pela semaglutida biológica da Novo Nordisk.


Como os demais medicamentos dessa classe, o Semaclique exige prescrição médica em duas vias. A Anvisa também determina que a caneta seja mantida sob refrigeração, entre 2°C e 8°C.

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